Apesar de parecerem viver vidas opostas, Winona e Lucille têm mais em comum do que muitos acreditam: se sentem impotentes, injustiçadas e traídas por quem deveria protegê-las.
Lucille trabalha há anos na lanchonete com a mãe, sempre pensando na nova vida que tanto deseja quando se formar no ensino médio. Mas, sempre que junta dinheiro para esse sonho, precisa pagar uma conta ou consertar algo… geralmente culpa do irmão mais velho, o protegido da mãe que vive arrumando desculpas para não trabalhar e que, além de não ajudar, começou a traficar debaixo do teto delas.
Já Winona vive numa mansão e tem roupas, acessórios e carros de luxo. Entretanto, tudo é escolhido e controlado pelo pai desde que a mãe dela morreu, dez anos antes. Winona não pode comer na hora errada, falar na hora errada nem pensar quando não deve. Seu pai é calculista e conhece tudo e todos, fechando um cerco sufocante ao redor da filha.
Numa noite, elas percebem que não podem mais esperar a formatura para começar a viver a vida que tanto sonham. Munidas apenas com um plano grandioso para escapar da cidadezinha do interior de uma vez por todas, elas só precisam arrumar alguns — muitos — dólares… e um conversível vermelho também não seria má ideia.
Quando Winona e Lucille finalmente dão um basta, despejam toda a fúria que sentem na estrada, a caminho de uma vida nova.
Sinopse da editora
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A volta de Emily Henry, dessa vez acompanhada por Brittany Cavallaro traz uma história bem estilo Thelma & Louise que só vai funcionar se você se desprender de qualquer apego pela realidade - é uma história pra você se divertir, terminando cada capítulo com um “até parece”, bem o que a gente fazia com os filmes dos anos 1980 e 90 mesmo.
Enquanto Winona quer sair de casa para fugir da violência e controle do pai famoso, Lucille tem o mesmo objetivo com o intuito de se desvincular da vida caótica de sua família. A amizade das duas nasceu depois que ambas sofreram violência doméstica, e viram uma na outra a confiança e acolhimento que nunca tiveram em outra pessoa na vida.
Embora isso tenha um peso bastante denso para a história, não espere nenhuma reflexão - é uma trama única e exclusivamente para você se deixar levar na aventura de duas adolescentes que estão fazendo uma besteira atrás da outra ao longo dessa jornada. E tá tudo bem também, nem todo livro precisa ter um propósito profundo, e tem dias que a gente precisa mesmo é de uma trama como essa para dar umas risadas e se esquecer dos inúmeros problemas que a vida real já nos proporciona.
A única coisa que me incomodou um pouco no início do livro, e que percebi que no decorrer dos capítulos as autoras deram uma segurada, foi o uso excessivo da palavra "literalmente", que mesmo usada corretamente dessa vez (americanos têm o costume de usar literalmente pra tudo como se fosse vírgula e de forma errada, e infelizmente os brasileiros estão pegando essa mesma mania), ainda tenho minhas limitações em aceitar todas as frases com a presença dela como se fosse "bom dia".
Eu me diverti bastante, foi uma leitura na hora certa (precisava me entreter com algo despretensioso mesmo), e sugiro que você não crie expectativa nenhuma durante a sua leitura - assim você se divertirá tanto quanto eu.
Agora vou assistir Thelma & Louise para fazer um comparativo no meu próximo vídeo do Youtube. Atualizo esse post logo mais com o link aqui embaixo.
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Outros livros de Emily Henry que já resenhei:
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