O amor que partiu o mundo, de Emily Henry

 


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Depois de uma leitura de 4 livros intensos de Elena Ferrante, decidi pegar o até então único livro traduzido de Emily Henry que me faltava ler, por já conhecer a escrita leve e divertida da autora, mas ignorar por completo todas as resenhas lidas sobre ele foi um grande erro - de fato “O amor que partiu o mundo” não tem nada a ver com suas outras obras. 

"Aprenda a escutar, escutar com o seu corpo, a permitir que a história a preencha."

Neste primeiro livro de sua carreira, a autora carrega a mão na ficção cientifica, e me arrisco a dizer que essa inspiração deve ter vindo depois de assistir algum filme de Christopher Nolan. A protagonista Natalie a principio parece ser uma garota que enxerga o sobrenatural, mas logo no começo da história você percebe que trata-se de algo além.

Justamente por eu ter vindo de uma série de leituras densas anteriormente, não estava muito no pique de prestar a devida atenção, principalmente nas inúmeras histórias que a personagem Avó contava à personagem principal. Logo, acredito que muitas pessoas que não curtiram a história talvez tenham criado um outro tipo de expectativa, se espelhando nas obras mais recentes de Emily. 

A história em si não é ruim, mas ela exige mais de sua atenção, o que faz este livro se diferenciar radicalmente dos demais. Chega até ser uma escrita adversa ao que nos acostumamos ver da escritora, como o bem humorado “Loucos por Livros” e o divertido “De férias com você”. Até mesmo o “Leitura de verão”, que é um pouco mais carregado de drama, não calibra com essa viagem. Mas para um primeiro livro, Emily Henry mandou muito bem na construção da história. 

"É verdade que nada tem o potencial de magoar tanto quanto amar uma pessoa, mas nada tem esse efeito curativo"

Meu único ponto é: achei que faltou capricho para a construção dos personagens e seus relacionamentos. Para um amor tão intenso como dos protagonistas, faltou uma atenção maior para construir laços convincentes no decorrer da trama. A autora podia ter deixado de lado as milhares de fábulas mencionadas (que embora tenha sido arduamente pontuada que eram importantes para a protagonista entender o que se passava com ela, metade delas foram meio avulsas) para trazer essa costura entre Natalie e Beau. 

Por fim, meu conselho é: leia este livro sim. Mas escolha um momento adequado para tal.

Sinopse da editora:

Natalie Cleary tem os próximos passos planejados: agora que passou para a faculdade dos seus sonhos, pode finalmente deixar para trás a cidadezinha natal na qual cresceu. Ao menos era o que pensava até uma série de coisas muito estranhas começarem a acontecer: a porta de sua casa, que sempre fora verde, aparece vermelha, todos os alunos da escola desaparecem por algumas horas e a igreja passa por uma reforma instantânea. Mas esse é apenas o começo.

Então, como se não fosse o bastante entidade alusiva lhe diz que Natalie tem “apenas três meses para salvar ele”. O problema é que a garota não faz ideia de quem ele seja e por que ela é a única que pode salvá-lo. Mas quando conhece um garoto misterioso, Beau, sente que ele está conectado a tudo isso. Só precisa descobrir como.

O romance de estreia de Emily Henry, aclamada autora best-seller de Leitura de verão e People We Met on Vacation, explora a sensação que fica no ar durante aqueles meses depois do fim da escola, quando sonhamos não apenas com o futuro, mas com todos os caminhos que deixamos de seguir.

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Outros livros da autora e suas respectivas resenhas:

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