13 de jul. de 2022

 


Eu sempre venho aqui nos meus aniversários para fazer uma reflexão sobre como foi o meu ano, porque no fim das contas eu gosto de ler sobre os anos anteriores para ver o que mudou na minha maneira de pensar. Desta vez, em meio a um ano cheio de turbulência, no qual tive que lidar com uma perda enorme de uma parte de mim, também tive que lidar com contratempos que a vida costuma jogar no nosso colo para que possamos nos provar do quanto somos capazes de recalcular a rota.

A real é que neste último ano fui forçada a olhar mais para dentro de mim. De focar exatamente no que precisava fazer com a minha vida e seguir o plano sem pegar atalhos. De entender de uma vez por todas que aquele futuro que eu achava estar distante, na verdade estava mais perto do que eu imaginava, e precisava me mover logo para que ele acontecesse. E mesmo no meio de toda a turbulência que essas decisões trouxeram para os meus dias, foi necessário, e portanto, não me arrependo.

Aprendi que muitas vezes o silêncio se faz necessário. Com ele conseguimos escutar melhor a nossa consciência, o nosso coração, a nossa alma. Entendi exatamente o que quer dizer aquela fatídica frase "para cada escolha, uma renúncia", e entendi que para que isso faça sentido, é preciso primeiro aprender a ser paciente.

Compreendi que todos erramos, e com isso vem os ensinamentos, mas também enxerguei que as pessoas que continuam errando, não são minha responsabilidade. Junto a isso, veio o discernimento de que qualquer tipo de relacionamento é uma via de mão dupla, e não cabe a mim administrar absolutamente nada sozinha. O contrário disso é pura romantização.

Tenho aprendido as duras penas também que eu sou uma só.

Diante de tudo que se passa hoje, reparando bem a minha volta, percebo que a vida algumas vezes pode ser um pouco pesada. Se a gente não cuida, nossa cabeça vira um caos e tudo se perde. Mas também é necessário se permitir sentir de vez em quando, ao invés de jogar para baixo do tapete como se aquilo não existisse. Um dia ruim faz parte da caminhada também.

Que uma nova temporada que se renova hoje traga mais respostas e desafios um pouco mais leves dessa vez.

E Sheila... só vai. Nem precisa olhar para trás.

25 de jun. de 2022

 


Ingredientes (para até 6 pessoas):

  • 3 ovos
  • 2 colheres de manteiga
  • 1 xícara de leite de coco
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 coco grande ralado

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Em seguida, leve ao forno préaquecido a 180°C por aproximadamente 30min ou até dourar. Sirva com sorvete de creme. 

Do estômago para o coração: sobremesa super fácil de fazer - recomendo usar sempre coco fresco em vez de coco ralado de saquinho, pois tanto o sabor como a consistência ficam muito melhores. Fica muito parecida com a cocada do Coco Bambu.
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Essas e outras receitas você encontra no Instagram do @phdtaste

24 de jun. de 2022

 


Me despedi da melhor série que assisti na minha vida dois dias depois de sua última temporada ter sido lançada na Netflix - Peaky Blinders foi perfeita do 1º ao último episódio, com cada personagem, cada fala necessária para criar uma narrativa amarrada e sem pontas soltas (mesmo que muita gente ache o contrário, muito mais por pura ansiedade para esperar o filme do que qualquer outra coisa).

Embora a sexta temporada tenha sido anunciada como a última, o criador da série Steven Knight já passou o recado que a trama só será encerrada em um filme. Do meu ponto de vista, todo o desenrolar do último episódio entregou de bandeja a confirmação deste anúncio. E ficou bem óbvio que a história se desenrolará durante o período da Segunda Guerra Mundial, com Mosley tendo o seu papel merecidamente bem explorado.

Mas falando da trama como um todo, Cillian Murphy, que desde sempre atuou em papéis coadjuvantes em ótimos filmes, levou a série nas costas de maneira brilhante, contando com alguns braços direitos de peso, como a inesquecível Helen McCrory (tia Polly), Paul Anderson (Arthur) e Tom Hardy (Alfie) - é impossível imaginar Peaky Blinders sem esses personagens, mesmo que nesta última temporada tivemos que lidar com a abrupta ausência de Polly por conta da morte da atriz.

Ainda sobre Cillian, carregar um personagem viciado em controle por 6 temporadas com certeza o presenteou com aquela fama estilo Harry Potter - ele não será mais chamado de Cillian na rua, ele será chamado de Thomas Shelby para sempre, e lembrado por seu corte de cabelo "chavoso" que ele tanto odiava.

Os anos 1920 / 30 trouxeram um charme em sépia para a fotografia da série, misturada as cenas escuras e sombrias para mostrar a pluralidade de uma familia de ciganos, ex combatentes de guerra, que lentamente dominam a cidade de Birmingham. Amo toda a atmosfera desta época, principalmente os figurinos que mesmo os mais modestos, mostram uma elegância ímpar com o simples intuito de manter aquecido os habitantes daquela região que vive nublada por todo o ano.


A história de Peaky Blinders te faz duvidar de sua própria moral, já que torcemos insanamente para que uma gangue que comete um crime atrás do outro se safe sem nenhum arranhão. Assim como Game of Thrones, se apegar a um personagem em Peaky Blinders é pedir para sofrer, pois ou ele dará baixa no elenco, ou ele se desviará de uma forma duvidosa que faz o seu amor se transformar em ódio. Mesmo que a narrativa seja muito mais construída com diálogos inteligentes do que por cenas de ação, o ritmo lento se faz necessário porque são tantas janelas abertas, tantas situações que mais parecem um barril prestes a explodir, que se isso fosse apresentado de maneira apressada, a facilidade em perder o fio da meada seria imensa. Mas até isso é feito sob medida para que os 6 episódios de cada temporada não sejam maçantes, e sim intensos.



A quinta temporada, sem dúvidas, foi a minha preferida. A dinâmica da história foi insana, e introduzir Oswald Mosley em uma nova fase de Thomas Shelby foi delicioso de acompanhar. Isso aumentou minha expectativa para a sexta temporada, que no final das contas, acabou apagando o personagem pela necessidade de mudar a trama para se adequar às gravações limitadas diante de uma pandemia. Este tópico me fez entender a necessidade de finalizar a história em um filme, já que Mosley precisaria certamente de situações grandiosas, com presença de grande público (lê-se figurantes), para continuar a dar sentido às suas (absurdas) motivações.


Red Right Hand, de Nick Cave, mesmo tendo sido gravada muitos anos atrás, se tornou marcante na abertura da série, e até ganhou diferentes versões, incluindo uma do Arctic Monkeys. A música, inspirada no poema "Paraíso Perdido" de John Milton, escrito no século XVII, fala sobre "as mãos vingativas de Deus", e representa muito a personalidade de Tommy e como o personagem resolvia os seus problemas, não acha? Na sexta temporada, o declínio do clã já se mostra com a ausência da canção na abertura, que também explica a mudança comportamental de Tommy durante alguns capítulos.

Um adendo muito necessário aqui: a trilha sonora de Peaky Blinders é uma das mais brilhantes que já ouvi. Foi com ela que conheci o Idles, e me perdi completamente em todos os álbuns desta banda desde então.



Não posso deixar de mencionar a homenagem linda e indireta à Helen, que faleceu enquanto a última temporada estava sendo filmada. O adeus à Tia Polly foi honesta - dava para ver que os atores não estavam se despedindo somente da personagem, e sim de uma grande colega de trabalho que inspirava à todos com sua rica bagagem profissional.

Honestamente? Se você ainda não assistiu Peaky Blinders, você não sabe o que está perdendo. São 6 temporadas, de 6 episódios cada, e é o puro suco da perfeição.

 



As histórias de Jojo são muito marcadas por um vai e vem no tempo - são raras as obras dela que não tenham tal método de narrativa, e A loja dos sonhos não é uma exceção. Muita gente se incomoda com isso, mas é exatamente esta característica que mais amo na autora (Taylor Jenkins Reid costuma fazer o mesmo e é outra escritora que amo de paixão).

Nesta história de protagonista insuportável, me senti sendo tirada do mais do mesmo porque a leitura também adicionava certas narrativas as quais eram devidamente explicadas nas entrelinhas no decorrer da história - histórias de vida de coadjuvantes mostradas sem serem assinaladas logo de cara de quem se tratava. Apesar de parecer confuso para muitos, isso não é algo que tira a qualidade da história.

Mas falando da protagonista, sim, Suzanna é terrivelmente insuportável, e somos tirados do comodismo com isso, pois as vezes é bom a ter uma personagem odiosa, para variar. Ela é grossa, introspectiva, um tanto quanto mimada e dona de uma péssima comunicação agressiva. Suas falas muitas vezes beiram o desnecessário, e você torce o tempo todo para alguém colocá-la em seu devido lugar em algum momento. Mas porque não odiar o livro por isso? Porque é exatamente essa a essência que a autora queria passar da personagem, como uma espécie de herança de sua mãe, que na década de 1960 chocava a sociedade com suas atitudes impensadas e rebeldes.

Suzanna também representa muito bem diversas personalidades que todo mundo deve conhecer - aquela pessoa que é incapaz de se alegrar com a alegria de outrem. Ela não consegue sair de seu papel de vitimista nem por empatia.

Aqui também temos um quadro como coadjuvante, como em A garota que você deixou para trás, também de Jojo. Mas ao invés de ser um objeto que conduz a história de maneira central, é o artigo que incomoda Suzanna. Algo que assombra seu passado sem muitas explicações. 

Alejandro, junto com Jessie, são os coadjuvantes mais carismáticos da história, e também dois divisores de águas muito importantes para a vida de Suzanna. Eles com certeza são o respiro cativante da história.

No mais, tecnicamente falando, me arrisco a dizer que a tradução do livro foi feita de uma maneira estranha, e talvez tenha tirado um pouco da clareza da narrativa. Encontrei umas frases bastante confusas, que em inglês certamente tenha mais sentido.

Sinopse da editora:

Athene Forster abraçou a década de 1960 como poucos. Uma das jovens mais glamourosas de sua geração, era uma garota mimada e sem controle. Quando ela concorda em se casar, seus pais enfim respiram aliviados. Dois anos depois do casamento, contudo, os boatos de uma traição começaram a circular.

Trinta e cinco anos depois, Suzanna Peacock percebe que ainda tem dificuldades para se desvencilhar das famigeradas histórias da mãe. Ao retornar a Dere Hampton, sua cidade natal, o único lugar onde encontra paz é em sua loja: uma mistura de cafeteria e brechó que vende de tudo um pouco, desde bijuterias de segunda mão a um expresso decente. Lá ela faz amigos de verdade pela primeira vez, entre eles Jessie, uma jovem curiosa e muito criativa, e Alejandro, um argentino solitário que trabalha no hospital local e compartilha com Suzanna o gosto por um bom café e um histórico familiar complicado.

Mas, apesar dos esforços de Suzanna, o fantasma de Athene ainda a persegue. E só ao enfrentar tanto a família quanto seus medos ela será capaz de se reconciliar com o passado e encontrar a chave para sua própria história.


Outros livros que já li da Jojo:


Nada mais a perder


Sempre tive um apreço enorme às obras de Jojo Moyes e com Nada Mais a Perder não foi diferente. Apesar de ter 0 familiaridade com a equitação, a apresentação da autora aos seus personagens acaba te incluindo neste universo de maneira sutil e agradável, se fazendo necessária para você conhecer melhor os personagens Sarah e Henry. 

Me emocionei bastante com o desfecho da trama, principalmente ao saber que a autora se inspirou em uma garota real para criar a história de Sarah (conheça a história de Mecca Harris nos agradecimentos finais do livro). Difícil também não ser cativada pela difícil história de Mac e Natasha, que assim como todo romance criado por Jojo, tem seus dramas e conflitos sem precisar deixar o leitor revoltado. 

O delicioso deste livro é que você vai de encontro com dois núcleos distintos, ambos com seus conflitos a serem resolvidos, e que mostram para nós tão escancaradamente que uma boa comunicação ajudaria e muito todos a solucionarem seus problemas.

Sinopse da editora:

Na juventude, Henri Lachapelle foi um cavaleiro de raro talento, entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos. 

Natasha é uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família. Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.


Um mais um


Esse livro está no meu Top 3 de preferidos da Jojo - além de ter sido um dos primeiros que li após me apaixonar pela trilogia "Como eu era antes de você", também foi a história que me dei conta que a autora sempre escreve sobre mulheres fortes. Mesmo depois de Jess ter sido deixada à deriva pelo marido, a mulher arregaçou as mangas e foi para luta para sustentar os filhos de maneira digna, e foi mais além ainda - fez uma pausa arriscada na vida para levar a filha à um campeonato de matemática que poderia garantir um futuro melhor para a menina.

Jojo também sempre traz algum cara cheio de defeitos, mas sempre apaixonantes para apimentar a história de suas protagonistas - essas que geralmente nunca dão o braço a torcer em primeira estância. Ed é um desses caras que caem de paraquedas nos problemas da protagonista e acaba se esquecendo dos próprios problemas quando acaba se aventurando nessa viagem com a família de Jess. E esses dois vão fazer você devorar este livro em tempo recorde.

Sinopse da editora:

Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã ― que insiste em que ele vá visitar o pai doente ―, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio. Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.


O navio das noivas


Acho que Jojo manda muitíssimo bem em histórias criadas com a guerra passando como pano de fundo, e este livro não fugiu a esta regra. Embora tenha um começo um pouco arrastado, a trama apresenta diversas protagonistas presentes em um mesmo navio, que aos poucos vão se costurando e fazendo sentido. Aqui vemos mais uma vez o passado e o presente se colidindo, com personagens que passam a entender mais de sua própria vida conhecendo um pouco mais sobre o passado de alguém querido. 

Mesmo que este livro te pareça um pouco maçante a princípio, dê uma chance pois vale muito a pena.


Sinopse da editora:

Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.

Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas ― apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças ― amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.

Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.


Como eu era antes de você


Assim como muita gente, fui apresentada ao trabalho da Jojo por conta desta adaptação para o cinema. A primeira de 3 histórias de Louisa Clark é um tanto quanto diferente da versão visual, e o livro conta com uma percepção mais aprofundada sobre a história da protagonista. 

Aqui, a jovem com meias de abelha passa por uma situação bem traumatizante, que justifica e muito as suas limitações. Temos também um relacionamento mais intenso com os pais de Will, e desfechos bem diferentes do filme. E mesmo com muitas coisas deixadas de lado na adaptação, ambas as Lous são apaixonantes (parece até que ela foi escrita sob medida para Emilia Clarke).


Sinopse da editora:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Depois de você


A continuação desta saga também merecia uma adaptação para o cinema, afinal de contas, quem não ficou curioso para saber o que aconteceria depois que Lou leu a carta de Will? Em Depois de você, Jojo mostra que apesar de ser um romance, a superação também é uma batalha difícil até mesmo para a sua heroína, que passa maus bocados depois de tentar seguir a risca as sugestões de Will para a sua nova vida. Nesta história também nos pegamos caindo em uma grande emboscada - a do julgamento com nossa própria régua. Você certamente se pegará questionando diversas decisões da protagonista, mas como julgar o outro sem passar pela mesma dificuldade dela?


Sinopse da editora:

Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.


Ainda sou eu


O desfecho da história de Lou não supera os livros anteriores, mas termina bem. É aqui que vemos o quanto a protagonista é gente como a gente mesmo. Não duvido que um streaming da vida tente trazer esta história para uma minissérie - o que seria bem legal, já que temos tantos outros filmes ganhando adaptações estendidas por aí. 

Sinopse da editora:

Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância. Ela é jogada no mundo dos super-ricos Gopnik ― Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos. Lou está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.

Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?

Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.

Baía da Esperança


Se minha memória não falha, eu devorei este livro em uma semana. A história já começa boa, e vai te puxando para a Nárnia de Jojo de forma involuntária, apesar de muita gente achar o contrário. Acho que me identifiquei bastante com o tema e por isso me envolvi rapidamente na trama, pois fala sobre a importância da preservação da natureza, de como funciona um real relacionamento saudável com os animais, etc.

Posso dizer que esta obra é a comprovação de que um livro bom não precisa ter necessariamente personagens apaixonantes. Uma história bem construída dispensa qualquer sentimentalismo entre o leitor e protagonista.


Sinopse da editora:

Seis anos depois de ter saído da Inglaterra, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia, Kathleen, o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores.

Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores, inclusive a de Liza, que guarda um grande segredo e correrá perigo caso precise se mudar dali.

Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam. Com personagens cativantes em um cenário encantador, Baía da Esperança é um romance comovente e irresistível, repleto do humor e da generosidade que marcam as obras de Jojo Moyes.


A última carta de amor


Esta é a segunda obra de Jojo que virou filme, desta vez produzida pela Netflix diretamente para o streaming, e uma das poucas adaptações da empresa que eu de fato gostei (acho que a Netflix peca bastante na produção). E devo dizer que a versão visual foi muito, mas muito fiel ao livro. Claro que por conta do tempo, algumas coisas aqui e ali precisam ser cortadas, mas nada afetou o andamento ou a intensidade desta história.

No ir e vir da linha tempo como Jojo ama fazer, a história de Jennifer é contada depois que Ellie encontra cartas que despertam nesta jornalista a curiosidade de saber mais sobre aqueles personagens tão intensos. Na medida que a protagonista encontra novas cartas, somos apresentados a mais trechos da história da personagem do passado. E assim vamos devorando mais e mais páginas, esquecendo do tempo e se apaixonando por esta escrita bem típica das escritoras europeias.

Sinopse da editora:

Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.

Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido – em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado –, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento.

Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

A garota que você deixou para trás




Este, sem dúvidas, é meu livro preferido da Jojo, pois foi uma das obras que mais me conectei com as personagens de modo empático. Mais uma vez temos a autora trabalhando com uma história acontecendo durante a guerra, e mais uma vez temos uma protagonista no presente e outra no passado se conectando por algo incomum - neste caso é um quadro. 

Esta trama, na verdade, começa em um livro de contos da escritora (que menciono logo a seguir), e me apaixonei perdidamente pela história da Liv naquelas poucas páginas. Só depois de começar a ler este livro que notei que aquele conto antecedia a esta obra, o que me despertou ainda mais curiosidade para saber o que aconteceu com a garota que foi presenteada pelo marido ausente com um quadro.

Algo muito importante que merece ser destacado é a forma que Jojo te faz ficar aflita junto com Sophie, a personagem do passado. São páginas e páginas da mais pura ansiedade que te prende tanto àquele desenrolar que me faz te sugerir ler este livro em seu dia de folga - para poder devorá-lo sem culpa.

PS: se você amar demais esta história, aconselho emendar em seguida "O Rouxinol", de Kristin Hannah.

Sinopse da editora:

Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. 

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. 
Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Paris para um e outros contos


Este pequeno livro reúne 10 histórias curtinhas de Jojo, que mostra protagonistas conhecendo novas versões de si mesmas de diferentes pontos de vista. Como disse anteriormente, é aqui também que a história de Liv e Sophie começa, no último conto. Foi a Ju Trinci que me recomendou este livro anos atrás, e foi com ele que me provou que ela é uma das minhas amigas que mais conhece meu gosto literário.

Sinopse da editora:

Nessa vibrante coletânea, o leitor poderá conhecer mais um lado da autora. Em histórias curtas e divertidas, Jojo, sem deixar de lado as personagens decididas que conquistaram o público, faz sua conhecida mágica de transformar situações comuns em eventos extraordinários.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa.

Outros contos incluem um assalto a uma joalheria com uma reviravolta amorosa, a história de uma mulher que passa um dia inteiro com os sapatos de outra pessoa e um shopping lotado de pessoas fazendo compras de Natal que vai revelar a uma esposa estressada o que de fato importa na vida.

E em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor.

Dez pequenas amostras da saborosa escrita de Jojo Moyes, divertidas, autênticas e irresistíveis — você vai ler e se encantar.

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Livros da Jojo Moyes que ainda não li:



Jojo Moyes na verdade se chama Pauline Sara Jo Moyes, e é uma jornalista britânica nascida em Maidstone que cresceu em Londres. Passou a se aventurar como romancista em 2002. Ela já teve suas obras traduzidas em 8 idiomas, e hoje vive em Essex com seu marido e seu filho.

26 de mai. de 2022

 


Desde quando This Is Us foi lançada em 2016, não perdi um episódio sequer (até indiquei a série neste post para maratonar na quarentena). Isso porque desde o primeiro capítulo, no qual a história já começa a ser contada costurando o presente, passado e futuro, já me pegou de um jeito indescritível. Mentira vai, posso descrever exatamente o motivo pelo qual me apeguei a todos os personagens do começo ao fim, mas a verdade é que precisaria de posts e mais posts para ser democrática à esta descrição.

E falando em costurar os diferentes tempos, a essência de This Is Us é justamente esta - mostrar de forma não linear como uma coisa do passado pode impactar o futuro, de maneira boa ou ruim. Muitas vezes não nos damos conta do quanto os hábitos se tornam parte da nossa personalidade, e podem nos influenciar de diferentes maneiras.

Ainda sobre o bom e o ruim, algo que é muito latente na série é que a cada temporada amamos e odiamos algum personagem. Sem exceção. E até isso existe um motivo - porque na vida real, somos assim - pessoas com seus dois lados, e não tem coisa mais humana que isso. Não é sobre ser bom ou ruim, é sobre existir, com seus erros e acertos, com suas escolhas certas ou erradas.

Vou dar como exemplo o personagem William, o pai biológico de Randall, interpretado por Ron Cephas Jones. Começar a série odiando-o por ter abandonado o garoto ainda recém-nascido é quase inevitável. Mas os roteiristas tiveram toda a delicadeza de mostrar todos os lados da situação, que no final das contas, além de você se apaixonar por William, entende que aquela situação horrível de abandono, na verdade, deu a oportunidade à Randall de ter uma vida melhor que ele jamais poderia lhe oferecer. E toda dor sentida pelo personagem até o momento do confronto entre os dois personagens te carrega de empatia até o último fio do cabelo. A personificação dessa essência de que não existe bom e ruim nos presenteia com um dos melhores personagens da série, que nos oferece a cada episódio que ele aparece uma bagagem repleta de aprendizados preciosos sobre a vida.


E quem ousa dizer que This Is Us não fala sobre a vida, está redondamente enganado. Se tem uma coisa que essa série faz com maestria, é mostrar para nós o quanto ela fala sobre a vida de uma maneira muito peculiar. Todo mundo conhece essa obra como "a série que faz todo mundo chorar", mas pode apostar que não é a toa. O motivo pelo qual você se emociona é que em algum momento algo que te faz falta em sua própria vida te pega em cheio. Ou algo que você ama demais a respeito da sua família está ali meio que estampado em algum episódio. Ou simplesmente porque você se identificou com algum personagem em um determinado momento da sua vida. Nenhum episódio, repito, NENHUM episódio precisou apelar para cenas clichês para arrancar lágrimas dos telespectadores - aliás, em This Is Us cenas previsíveis de casamentos, velórios ou partos não existem. Essas situações são contadas por outras perspectivas. O apelo emocional de This Is Us está nas pequenas coisas.

E na montanha russa de sentimentos por todos os personagens, está o carinho fixo e imbatível, unânime, por Jack Pearson, interpretado por Milo Ventimiglia. Marido incrível, pai maravilhoso, amigo  sensacional, Jack era o respiro dos altos e baixos da série, mesmo que seu personagem tenha trazido um momento divisor de águas para o futuro de todos os outros ali. Dentre suas fraquezas e anseios, Jack sempre se manteve presente na vida dos filhos e de sua esposa, Rebecca, de diferentes maneiras, e enquanto ele tinha mil motivos para ser uma pessoa extremamente difícil (teve uma infância dura, pai alcoólatra e agressivo, foi combatente de guerra, se apaixonou em sua pior fase financeira), ele fez com precisão o que o obstetra do primeiro episódio disse: "transformar um limão em uma limonada". Para mim, a frase mais emblemática de todas as temporadas foi ele quem disse no episódio final, e me fez pausar a série para chorar por 10 minutos seguidos: 

“O que fazemos é colecionar momentos sem importância. Não os reconhecemos quando acontecem, pois estamos ocupados olhando o futuro, mas passamos o resto da vida olhando para trás, tentando nos lembrar. Tentando revivê-los”.



O grande final

Hoje eu me despedi de This Is Us como se eu tivesse arrancado um band-aid. Acordei mais cedo do que de costume, fiz um café, e com meu roupão confortável me permiti atrasar 40 minutos do meu dia para assistir o último episódio. Já tinha tido um resumão do que seria no capítulo anterior, no qual Rebecca passeia por vagões de um trem em movimento, revisitando memórias com os seus. Eu já sabia o que estava por vir.

E assim como foi com o episódio especial de Miguel, a despedida de This Is Us foi movida por lembranças inesquecíveis e breves comentários sobre o futuro. Teve reencontros que ansiamos por todas as temporadas e um saudosismo de arrancar suspiros. Teve um balanço de tudo o que a série nos ensinou sem mencionar uma só palavra sobre isso. Teve William explicando para Rebecca (e para nós), o quanto a vida deve ser vivida com intensidade, sempre lembrando que as coisas acabam sem aviso prévio. E além da tela da TV, teve uma telespectadora aqui que viu um filme inteiro sobre a sua própria vida passando pela cabeça, desejando que todo mundo que teve o privilégio de degustar desta história possa sentir o coração acolhido da mesma forma que senti, independentemente de toda história que já viveu.

Porque em This Is Us foi assim - uma lição sobre amar as pequenas coisas da vida.

24 de mai. de 2022



Aquela receitinha para fazer com o pé nas costas, do meu amigo @alan_godoi01:

Ingredientes: 
(fiz a metade desta receita original, pois somos só em duas pessoas, porém colocarei a receita completa):
  •  4 ovos
  •  4 xícaras de chá de leite 
  •  1 xícara de óleo 
  •  1 1/2 xícara de fubá 
  •  1 1/2 xícara de açúcar 
  •  2 colheres sopa de farinha de trigo 
  •  1 colher de sopa de fermento em pó 

Bati todos os ingredientes no liquidificador e coloquei em uma forma untada no forno pré-aquecido a 200ºC. Depois de 40 minutos, fiquei observando a massa com um garfo - quando ele saiu sequinho, tirei do forno. 

Orna com: café com leite, café fresquinho e qualquer outra bebida confortável. 

Do estômago para o coração: a cremosidade dele fica na base - quando você tirar da forma, o cremoso ficará na parte de cima. Uma delicia ♥️
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Essas e outras receitas você encontra no Instagram do @phdtaste

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