Estilo de Vida
26 de fev. de 2014
Não sou o tipo de pessoa que gosta de ficar em casa no carnaval, gosto de sair, me divertir. Não gosto daquela aglomeração desnecessária e dos efeitos colaterais dela, que não precisamos citar neste blog de família, mas sim, gosto de carnaval. Porém, como somos um blog democrático daremos sugestões e motivos para quem odeia esse feriado ficar em casa na santa paz, já que ontem a Soraia deu dicas dos pontos mais badalados nos próximos dias. Junte os amigos e/ou faça sua folia sozinho mesmo.
Por a leitura em dia: Sabe aquela penca de livros que você andou comprando e nem sequer leu a primeira página? Serão quatro dias de folia para os demais e cinco dias de leitura para você. Caso não tenha nenhuma novidade, vá correndo para a livraria ou biblioteca mais próxima e adquira tudo o que precisar. Mas vá já, pois logo as ruas estarão tomadas de bonecos gigantes e carros alegóricos.
Maratona de séries: Faz o tipo que adora um bom seriado? Mais um bom motivo para ficar em casa, evitar o transito e colocar todas as séries em dia. E olha que dá tempo de começar algumas novas.
Maratona de jogos: Uma maratona que dá pra reunir todos os amigos e botar pra ferver com o Kinect na sala de casa. Rola uns quilinhos a menos e rola uma boa disputa com as amizades, umas prendas... Basta usar a imaginação e transformar um simples jogo no maior sucesso da turma.
Filmes: Seja no cinema ou em casa, outra boa pedida de distração nesses dias são os bons filmes. Reveja aquele seu favorito ou vá ao cinema, cuidado com os bonecos de Olinda, e fique atualizado nas novidades da sétima arte. Quando tudo passar você faz o cult para os amigos.
Habilidades culinárias: Se você não tem é uma boa hora para treinar e aprender, se já tem vamos por em prática. Da pra fisgar marido pelo estômago e ganhar quilos para perder no Kinect depois.
Baile VIP: Se você é como eu que adora uma folia, mas não tá afim ou não pode sair por ai gastando e/ou enfrentando multidões, a dica do meu coração é um baile VIP em casa, ou na casa de um amigo, como é meu caso. Reúna a txurma, promovam o cardápio, lembrem com carinho das músicas e claro, sem se esquecer dos #bonsdrinks. Da até pra por a TV em um lugar espaçoso e sambar junto com as passistas.
Ou você faz um pouco de cada ou você pode passar esses dias de pijama fazendo aquele itinerário: cama/cozinha/sala. Não necessariamente nessa ordem. O que vale é fazer o que gosta e se sentir bem.
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17 de dez. de 2013
Para quem é assalariado no Brasil, fim de ano também é sinônimo de 13° salário. O que seria algo muito bom (dinheiro a mais na conta), acaba, na verdade, se tornando um problema. Isso acontece porque somos muito imediatistas, gastamos o dinheiro em vez de poupar um pouco e acabamos passando por maus bocados logo no início do próximo ano.
Gente, não vamos nos esquecer que os primeiros meses do ano são repletos de contas a pagar, não somente aquelas que fizemos entre os períodos de festas, como também impostos (IPTU, IPVA, seguro obrigatório etc.) e gastos com material escolar. Ter controle é muito difícil. Este foi o primeiro ano que me policiei e coloquei em uma poupança parte do meu 13° salário. Portanto, não sou a melhor pessoa para falar disso. No entanto, estou tentando, e é isso que sugiro para vocês: tentem poupar.
Gente, não vamos nos esquecer que os primeiros meses do ano são repletos de contas a pagar, não somente aquelas que fizemos entre os períodos de festas, como também impostos (IPTU, IPVA, seguro obrigatório etc.) e gastos com material escolar. Ter controle é muito difícil. Este foi o primeiro ano que me policiei e coloquei em uma poupança parte do meu 13° salário. Portanto, não sou a melhor pessoa para falar disso. No entanto, estou tentando, e é isso que sugiro para vocês: tentem poupar.
Uma das coisas que me ajudou a conseguir tamanha proeza foi ter separado parte do meu salário durante todo o ano em um cofrinho. Sim, um cofrinho. Todo mês depositei uma quantia, que nunca podia ser menos de R$ 50 e mais que R$ 100. Resultado? Consegui pagar à vista a maior parte das lembrancinhas de Natal e ainda tive dinheiro para me divertir nas férias. Se você não recebe um salário fixo, a dica é separar pelo menos 10% do seu salário todo mês e tentar esquecer que este dinheiro existe. Assim, ficará menos apertado no fim de ano e ainda conseguirá se divertir um pouco mais. Até a próxima!
10 de dez. de 2013
Fim de ano não é composto apenas de férias e 13º salário. Ele também é recheado de festas de confraternização e amigos secretos. Mas, o que fazer para dar conta do recado? Devo participar de tudo e me endividar aos montes, ou simplesmente fingir que estou sem tempo para qualquer opção que aparece só para evitar coisas desagradáveis? Calma, nem tudo ao céu, nem tudo à terra. Vamos conversar um pouquinho sobre isso, ok?
Festas de confraternização. Não adianta. Entre o Natal e o Ano Novo as pessoas estão felizes, alegres e querem estar perto das pessoas amadas. Assim, nada mais natural do que organizar reuniões e festas de confraternização. Nem sempre é possível conciliar as atividades profissionais com a vida pessoal e este é, portanto, um dos raros momentos para se compensar a ausência deixada ao longo do ano. Um dos primeiros conselhos é fazer uma agenda. Ela lhe ajudará a organizar todos os encontros que aparecerem, tanto os de ordem profissional quanto os de ordem pessoal, e permitirá que veja quais deles são prioritários. Afinal, não dá para fazer tudo, certo?
Outro conselho é verificar possíveis aniversários nesse período. Veja, ninguém tem “culpa” de ter nascido no final de ano e nada mais justo do que querer comemorar esta data como todas as pessoas fazem. Seja você um aniversariante ou um convidado, o que deve ter em mente é planejamento. Trata-se de um período de férias e vários outros compromissos podem surgir ou já terem sido agendados. Dessa forma, vamos às opções. Se você for um aniversariante, lance um “save the date” aos mais chegados. É uma forma de saber quem participará da festa e também se escolheu a data ideal para a comemoração. Se for um convidado, você pode aceitar participar ou não de aniversários nessas datas. Independentemente de sua escolha, a primeira atitude é confirmar (ou não) sua presença. O anfitrião precisa dessas informações para preparar a festa e é sempre delicado da nossa parte avisarmos se vamos ou não ao evento. E não se esqueça de marcar na agenda o aniversário. O lembrete servirá ao menos para desejar felicidades à pessoa.
Reuniões com familiares e amigos são sempre fáceis de comparecer ou driblar. Afinal, eles lhe conhecem como ninguém e sabem se pode ou não comparecer. O problema mesmo são as festas de confraternização das empresas. O que fazer com relação a isso? Bem, este é sempre algo delicado. Ficamos numa corda bamba, sem saber se devemos ou não participar e de que maneira. Não é um pecado mortal deixar de participar de uma festa de confraternização da empresa. No entanto, perde-se uma excelente oportunidade de marcar presença e criar network, algo que pode ajudá-lo na sua carreira. Entenda, não estou dizendo que este é o único jeito de conseguir isso. Na verdade, trata-se de uma chance de mostrar o que é fora do ambiente organizacional. Assim, não custa ficar uma ou duas horas conversando com colegas de trabalho e depois ir embora.
Caso tenha aceitado o meu convite e fique na festa, tente manter a compostura (rs)! Brincadeiras à parte, você tem muitos outros lugares para dar vexame, principalmente aqueles referentes ao consumo excessivo de álcool. Lembre-se: a festa é uma extensão do ambiente de trabalho. Portanto, o que acontecer na festa pode ter consequências no dia a dia do seu ambiente profissional. Assim, evite ficar embriagado; pior que a ressaca física é a ressaca moral. Além disso, evite atitudes muito íntimas com colegas de trabalho. As paredes, corredores e rádio-peão têm bocas, olhos e ouvidos. Isso também pode prejudicá-lo. Dessa forma, aprecie tudo com moderação.
Amigos secretos
Outra coisa bem popular no fim de ano são os amigos secretos, ou, para quem preferir, os amigos ocultos. Seja qual for o nome, a verdade é que eles permeiam diferentes instâncias da nossa vida. Assim, temos os amigos secretos da empresa, da família, de colegas de cursos (pós-graduação, línguas etc.) e de amigos. Assim, haja bolso para tanta participação. E não importa dizermos que é simbólico. Se formos participar de todas as modalidades descritas acima, partindo do princípio que o gasto máximo é de R$ 10, gastaríamos R$ 40. Pouco, não? Tá achando que sou muquirana? Não, você que está pensando pequeno. Eles nunca acontecem em um ambiente em que não tenha comida e bebida. Assim, sem considerar estacionamento e formas de deslocamento, há ainda o gasto com a alimentação e bebidas, o que nunca sai por menos de R$ 30. Assim, lá se vão R$ 120 literalmente brincando.
O ideal é mais uma vez planejar. Quais são prioridade e quais não são? Além disso, seja sincero e deixe claro que independente de estar ou não participando do amigo secreto, quer rever os amigos, encontrar os familiares, confraternizar com os colegas de trabalho. Se eles realmente lhe conhecerem, entenderão. Isso também vale para amigos ocultos com colegas de trabalho. Deixe claro que não irá participar, mas que quer interagir com a galera de uma outra forma. No mais, é aproveitar o clima festivo e se divertir.
3 de dez. de 2013
“Adeus ano velho. Feliz ano novo. Que tudo se realize, no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Sim, é hora de dar adeus ao ano de 2013 e iniciarmos a contagem regressiva para o ano que está por vir. E para tentar fazer com que esta passagem seja menos traumática, nas próximas semanas vou abordar alguns temas que são bastante conhecidos de todos nós, mas que continuam nos enchendo de dúvidas e, às vezes, problemas: férias, festas de empresas e amigos secretos, 13° salário, Natal e Réveillon.
Para darmos início à série de artigos, vamos ao primeiro tema: férias. Claro que fim de ano não é sinônimo de férias para todas as pessoas. No entanto, sempre há aqueles privilegiados que conseguem dar uma escapada para relaxar pelo menos uma semana. Assim, este artigo é para estes bem-aventurados e também para aqueles que tem uma breve folga entre uma festividade e outra.
Viagens – A verdade é que esta é uma das piores épocas do ano para fazer qualquer tipo de viagem. Estamos na denominada alta temporada e tudo sai muito mais caro neste período: passagens aéreas ou terrestres, hotéis, alimentação etc. Ainda assim, o fim de ano tem algo que pode nos animar um pouquinho: bônus e 13° salário. Munido de pelo menos um desses itens não fica difícil sonhar.
Portanto, se você tem os fatores dinheiro e tempo a seu lado, nada mais o impede de fazer um pequeno preparativo. Se for realizar uma viagem internacional, estes são os itens com os quais deve se preocupar:
Hotel e passagens áreas – a qualidade do hotel é imprescindível para garantir uma boa viagem. Certifique-se que ele possui todas as características que julga serem necessárias para que tenha uma boa estadia. Atualmente, vários sites e aplicativos (TripAdvisor, Decolar.com, apenas para citar alguns) apresentam opiniões de viajantes sobre hotéis e pousadas. Confira esses sites antes de fechar o negócio. Não confie cegamente no que veem nos sites dos hotéis. Propaganda é a alma do negócio e estas empresas sabem como iludir os clientes. Veja questões sobre alimentação e higiene; esses são aspectos que não podem ser ignorados.
Com relação às passagens, quanto mais próximas da data da viagem, mais caras. No entanto, com paciência e tempo para pesquisa, dá para garantir bons preços. Aconselho a chegar sempre com antecedência aos aeroportos (lembre-se que problemas como trânsito e overbooking ainda são frequentes em muitas cidades brasileiras. É por isso que se recomenda chegar com até três horas de antecedência nos aeroportos). Caso o opte por viajar sozinho, recomendo que verifique se o hotel oferece translado entre aeroporto – hotel e hotel – aeroporto. É um gasto (e uma preocupação) a menos.
Idoneidade da agência – o mundo digital proporciona um ambiente ideal para que qualquer pessoa planeje e personalize suas viagens. Mas caso você não tenha tanta segurança ou não queira se preocupar em montar um roteiro, sempre há a opção das agências de viagem. Elas cuidarão de aspectos como hotel, passagens aéreas e traslados. Ainda assim, aconselho que se verifique a idoneidade da agência para que não levar gato por lebre. Consulte pessoas que já utilizaram serviços dessas empresas e veja se realmente vale a pena.
Passaporte e vistos – documentos são importantes para quem viaja para fora do Brasil. Se a viagem for para países da América do Sul, um RG original e que tenha sido feito em menos de 10 anos é o bastante para entrar sem problemas nesses países. Porém, se pretende ir além desses locais, é imprescindível o uso do passaporte. Caso não tenha esse documento, providencie-o com antecedência em postos específicos da Polícia Federal. Isso porque, além de ser difícil agendar horários de atendimento em cima da hora, sempre há o perigo de uma greve ou paralisação. Caso já tenha um passaporte, verifique algo muito importante: data de validade. Veja se seu passaporte ainda está válido ou se não terá a validade expirada no decorrer da viagem. Se estiver com este problema, o procedimento é semelhante ao de emissão do primeiro passaporte, tendo que agendar dia e horário e tirar nova via.
Outro ponto importante é com relação aos vistos. Confira se o destino exige esse documento. Estados Unidos, México e Japão precisam de vistos para que estrangeiros possam entrar no país. Cada localidade tem períodos e documentos específicos. Portanto, pesquisem sobre tudo o que é necessário antes mesmo de fechar o pacote.
Vacinas – alguns países são paradisíacos, mas podem possuir sérios problemas de higiene ou até mesmo de doenças decorrentes de picadas de inseto. Por este motivo, os governos desses países requerem que os estrangeiros estejam vacinados contra essas doenças, como, por exemplo, febre amarela. Faça uma pesquisa e veja se é o caso do destino escolhido. Nem sempre os aeroportos oferecem serviço de vacinação e você pode ser impedido de embarcar, caso não comprove que tomou a vacina.
Cultura local – outra observação é com relação a costumes locais, moeda e língua. Certos países possuem leis e hábitos bastante rígidos, principalmente quando comparados à cultura brasileira. Assim, faça um levantamento sobre roupas indicadas, gestos e postura para que não haja qualquer tipo de problema. Além disso, informe-se sobre a moeda utilizada e língua falada. Evite constrangimentos. E, caso se sinta inseguro, opte por pelo menos um guia turístico.
Temperatura – já verificou todos os itens acima e está pronto para a viagem, certo? Quer mais uma dica? Confira o tempo no local para onde viajará. Isso evita surpresas desagradáveis e também ajuda no preparo da mala. Afinal, ninguém gosta de passar muito frio ou muito calor por não estar vestido de acordo com a temperatura ambiente.
No Brasil, além das considerações feitas acima, dois pontos devem ser reiterados:
Documentos – em território nacional, para viagens aéreas e rodoviárias, deve-se ter em mãos um documento recente e original com foto, como o RG ou a carteira de habilitação.
Vacinas – Sim, dependendo do estado para onde vai viajar, elas também são requeridas em território nacional. Pesquise se este é o seu caso e providencie tudo com antecedência.
Férias caseiras – não tenho dinheiro ou um grande período para descanso. O que fazer? A primeira dica é cercar-se de pessoas queridas. Esta é uma época mais do que ideal para ficar perto de quem se ama e fazer planos. Além disso, é um ótimo período para fazer um balanço de como foi o ano. E aqui vai outra sugestão: desprenda-se. Se o ano não foi bom, desprenda-se do que lhe faz mal, o que inclui sentimentos e bens materiais. Assim, faça uma busca em seu guarda-roupa, veja aqueles itens que não mais vai usar e dê a quem precisa. Isso servirá como uma via de mão dupla: você renovará sua energia e alegrará o fim de ano de muita gente.
Bem, esse foi o primeiro assunto da nossa listinha de fim de ano. Semana que vem falaremos sobre outras festividades. Até lá!
20 de ago. de 2013
Comprar um imóvel não é tarefa das mais fáceis. Mesmo porque, com o boom imobiliário, opções não faltam; o que falta geralmente é dinheiro para bancar esse sonho. Em um mundo ideal, o certo era você ter uma boa reserva financeira para dar o máximo possível de entrada em um imóvel. No entanto, como (quase) sempre isso não é possível, acabamos tendo que nos render a outros tipos de recursos, os quais têm juros consideráveis e faz com que fiquemos com aquela sensação de dinheiro jogado fora. Entre eles estão o consórcio imobiliário (carta de crédito) e o financiamento bancário.
O consórcio imobiliário é indicado para aqueles que querem adquirir um imóvel, mas não têm ideia de quando farão isso ou ainda para aqueles que compraram um apartamento em planta. Isso porque para que tenha em mãos o valor contratado você deve ser contemplado em um sorteio ou dar um lance (que normalmente é de pelo menos 30% do valor da carta adquirida). Ambos os caminhos não acontecem do dia para a noite e é por isso que é uma medida a médio e longo prazo.
Essas cartas de crédito são bem bacanas, pois os consórcios apresentam uma taxa de juros bastante inferior à oferecida em financiamentos bancários e o período para a quitação das parcelas também são menores (em média, dez anos). Além disso, você pode usar parte do valor da própria carta de crédito ou ainda de seu fundo de garantia para dar um lance.
Já o financiamento imobiliário, mesmo não sendo uma das alternativas mais econômicas para a obtenção de um imóvel, é uma alternativa para quem quer comprar um cantinho para chamar de seu. Sim, os juros são altíssimos, os prazos tendem ao infinito (de 15 a 35 anos), mas você pode se programar e eliminar grande parte das parcelas. Por exemplo, você pode juntar dinheiro para ir abatendo sua dívida junto ao banco ou ainda, de dois em dois anos, sacar seu fundo de garantia e ir diminuindo o saldo devedor.
Outra opção sugerida por documentistas, pessoas especializadas em orientar os compradores quanto aos trâmites necessários para a aquisição de um imóvel, é comprar cartas de crédito e usá-las também para eliminar parte do saldo. A princípio, não parece inteligente adquirir uma nova dívida para quitar uma já existente. No entanto, como já foi mencionado, os juros das cartas de crédito são bem menores que a de financiamentos. Assim, a longo prazo, você estaria economizando. É um sacrifício que, portanto, pode valer a pena.
Caso opte por isso, atente-se apenas a um detalhe: procure comprar cartas de crédito do mesmo banco com o qual fez o financiamento. Sei que os valores das prestações em ambientes diferentes podem parecer tentadores, mas, acredite, a dor de cabeça que isso vai lhe trazer não compensa.
Apresentadas as opções, sente-se com o seu gerente de banco e veja qual a melhor alternativa para você.
6 de ago. de 2013
Este é o slogan da Disney e usei-o para retratar os seis primeiros meses de casamento. A tradução dele é: “deixe as memórias começarem”. E é neste clima que apresento este texto. Ao longo de pouco mais de um ano, dei dicas e contei experiências que tive durante a preparação do casório. Quando iniciei minhas atividades no blog, a intenção era, ao final do ciclo, contar o quão maravilhosa havia sido a experiência, como fiquei grata por tudo e que sinto falta dos preparativos. Não é bem por aí.
A verdade é que, apesar de todo o apoio do marido, da família, dos amigos, e de contar ainda com os serviços de uma assessoria, várias coisas deram errado. Vendo as fotos que separei, parece que tudo saiu perfeito, do jeito que eu queria, certo? Errado. Muitas coisas me fazem tremer de raiva até hoje, o que me deixou bastante frustrada. Não vou citar nomes das empresas porque foi bem traumatizante, mas se tem uma coisa da qual não sinto falta (ao contrário de muitas noivas) é dos preparativos do casamento e de alguns aspectos da festa. Espero sinceramente que possam aprender com os meus erros e que, mesmo com este depoimento, não deixem de acreditar neste sonho. Vou colocar meus problemas em ordem alfabética, ok?
Assessoria – eu não tinha tempo para ir atrás de muitas coisas do meu casamento, por isso contratei pelos serviços de uma assessoria; para que eles fossem atrás do que eu queria para o casório. Soube dessa assessoria quando fui assistir uma demonstração de som de uma banda que havia visto numa feira de noivas. Mencionei à secretária que estava procurando uma assessora e ela me disse que conhecia uma ótima. Entrei em contato e optei pelo contrato mais caro: aquele que assegura uma ajuda durante os preparativos ao longo do ano e a assessoria no dia do casamento. Optei por este caminho, mesmo sendo mais caro, porque queria ter confiança no serviço prestado. O que aconteceu foi que a primeira impressão foi péssima. A pessoa designada não retornava os e-mails quando precisava e nunca atendia meus telefonemas. Enfim, quase rescindi o contrato. Foi aí que outro funcionário veio atender a minha conta. Comecei a ter mais atenção, mas ainda encontrava dificuldades, principalmente porque a empresa que havia contratado era da capital paulista e a cartela de contato deles era toda de São Paulo. Como não moro na capital, queria que os contratos fossem feitos junto a empresas da região onde vivo. Resultado: fomos fechando as coisas com pessoas e empresas que estávamos conhecendo juntos pela primeira vez. Isso me deixou muito insegura. Assim, embora ao final já estivesse mais calma quanto a assessoria, chegar a este ponto demorou e me trouxe muita dor de cabeça.
Banda – Isso foi decepcionante. Não que a banda tocasse mal, mas eles tocaram só o que queriam. E pior: nada no contrato protegia os noivos contra isso. Algum tempo antes do casamento, já havia preparado uma lista com o que queria que fosse tocado. Enviei e, uma semana antes, eu e o meu marido fomos conferir o repertório e falar o que não queríamos que tocasse e o que fazíamos questão de ouvir. Na cerimônia, todas as músicas que escolhemos foram tocadas. Na dança dos noivos, idem. No entanto, algumas partes, como as músicas que tocariam entre no período entre a saída dos noivos e o seu retorno ao salão não foram nada do que pedimos. Quase 90% das músicas da festa foram escolhas da banda, não nossas. Claro que os convidados não perceberam, mas nós, que passamos semanas separando e preparando a lista de músicas que queríamos, percebemos na hora o que estava acontecendo. Optamos por fechar os olhos e aproveitar, só não posso dizer que saí satisfeita com o resultado. Hoje, por exemplo, pagaria por um DJ famoso, em vez de uma banda. Financeiramente, daria no mesmo.
Convites – A palavra é socorro. Utilizei a indicação de uma prima sobre este local. Realmente o preço era imbatível e eu não fazia questão de um convite mirabolante. Parecia, portanto, um presente dos céus. Na verdade, foi um presente de grego. Primeiro, logo nas provas, vários erros de Português no texto. Foram duas semanas até a aprovação final das palavras que iriam no convite. Depois, escolhemos um calígrafo para escrever os nomes dos convidados no envelope. Mesmo tendo enviado uma lista digitada com os nomes, ele teve a capacidade de escrever mais de 20 nomes errados. Acha pouco? Espere, a saga ainda não acabou. Muitos dos convites vieram com a impressão borrada, em outros era nítido que a tinta para impressão estava acabando (o que apresentava diferenças gritantes entre um convite e outro) e, o melhor de tudo, havíamos contratado 300 convites e eles só entregaram 240. Resultado, até consertarmos tudo e termos que pagar pela diferença(!), acabamos atrasando em quase um mês a entrega dos convites.
Dia da noiva – Como eu não queria sair decepcionada com o resultado, fui a um salão que era referência em dia da noiva da região. Amigas minhas haviam feito maquiagem e cabelo lá e me deram ótimas referências. Só que também tive dor de cabeça com relação a isso. Da minha parte, ou seja, da noiva, meus maiores problemas foram com relação à quantidade de pessoas atendidas no dia. Eram muitas noivas e madrinhas e enfrentei até fila de espera para usufruir dos serviços contratados. Sim, minha maquiagem e o meu penteado saíram perfeitos. Disso não posso me queixar, mas tive que tomar três calmantes (só lá) porque a sensação que eu tinha era que não ia dar tempo de ficar pronta. Optei por deixar minhas madrinhas bem à vontade para que cada uma se arrumasse onde achasse melhor. Só pedi o acompanhamento da minha mãe e da minha cunhada. E bem as duas tiveram problemas. O cabelo da minha mãe começou a desmanchar logo após a cerimônia religiosa. Minha cunhada odiou o penteado que fizeram nela e a maquiagem ficou tão ruim que ela preferiu lavar o rosto e se maquiar sozinha. Como disse no início deste item, tinha ótimas referências do local e não paguei barato. Porém, o retorno do investimento foi muito aquém do que esperava.
Vestido – Decepção é a palavra que fica. Fui por indicação a um estilista da Rua São Caetano, tradicional refúgio das noivas em São Paulo, para fechar meu vestido. Estava com a foto do modelo, então o estilista nem teve que pensar muito na hora de desenhar meu vestido. A primeira prova aconteceu dois meses depois de ter fechado o contrato e tirado as medidas. Era só o forro e não tive borboletas na barriga. Acho que era a minha intuição já dizendo o que viria. O primeiro dos problemas foi com relação ao horário de atendimento. Para começo de conversa, convenhamos que essas lojas de aluguel trabalham num horário esdrúxulo, atendendo das 9 às 17 hs, de segunda a sexta. Os sábados são apenas para fechamento de novos contratos. Isso por si só já é revoltante, pois temos que ficar negociando com chefes para podemos sair mais cedo ou entrarmos mais tarde para provarmos as roupas. Até aí, tudo bem. Pedia para descontarem das minhas férias, compensava horário, enfim, sambava para conseguir atender os horários reservados. O problema era que eu nunca era atendida no horário marcado. Às vezes, o atraso era de uma, duas horas e meia. Isso quando não teve vez que eles desmarcaram a prova uma hora antes de eu sair para ir para a loja. Detalhe: só soube disso porque eu liguei para confirmar a prova. Mas, óbvio que o problema não era só o atraso. Nas três provas seguintes não vi mudança alguma no vestido (o qual, inclusive, já estava pago). O estilista nunca esteve presente em nenhuma das provas e as preocupações foram surgindo. Estava estressada a tal ponto de o meu noivo se oferecer para vir comigo na loja para brigar. Eu era o pânico em pessoa e o pesadelo se concretizou. No dia marcado para buscar meu vestido, fui fazer a última prova. Quando o vesti, fiquei decepcionada. Várias coisas não ficaram do meu agrado. Coisas estas que teriam sido resolvidas se o vestido tivesse sido melhor acabado antes e se o estilista tivesse acompanhado todo o processo. Além disso, mais uma surpresa: nas anotações da loja, o meu casamento ia acontecer dali a uma semana. Ou seja, meu vestido não estava pronto a dois dias do casamento! Fiquei mais de duas horas na loja para eles fazerem às pressas os acertos finais. Resultado: os convidados elogiaram, minha mãe adorou, mas eu sabia que o vestido estava sujo, cheio de marcas de alfinete, amarrotado e longe, bem longe do que havia sonhado. Sem falar que, quando fui vesti-lo no dia do casamento, duas barbatanas caíram e tive que ficar suspendendo o tempo todo o tomara-que-caia na festa.
Claro que guardo mais recordações boas do que ruins da cerimônia e da festa. A cerimônia e a benção foram um sonho, meu marido era a minha visão de príncipe encantado (ele realmente estava lindo), o buffet foi sensacional, os fotógrafos e cinegrafistas nota 10, a decoração maravilhosa, o carro que me conduziu foi excelente. Mas tudo poderia ter sido muito melhor. Assim, ficam os seguintes conselhos:
- O barato sai caro. Essa máxima é extremamente verdadeira. Não adianta economizar em alguns aspectos. No fim, a dor de cabeça e o que será investido para sanar os problemas vai ser maior do que o que seria empregado em algo de qualidade.
- Confie nos seus instintos. Indicações dão mais segurança, mas o que serve para você pode não servir para outro e vice-versa. Veja se gosta dos serviços e só assim feche o contrato.
- Contrato é um outro aspecto a ser observado. A maior parte deles exige que você deixe tudo pago antes da cerimônia ou da festa, mas você pode e deve opinar no contrato. Cerque-se de bases legais e negocie. Está no seu direito de consumidor.
- Visite as empresas que serão contratadas no dia de uma festa ou de um atendimento. Na hora de fechar um contrato, todas as empresas são perfeitas. Só que na hora do “vamos ver” não é nada do que prometeram. Faça visitas de surpresa a estes locais e fornecedores.
- Marcação cerrada! Afinal, este é o seu sonho!
Fotos: Andre Machado
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