Sara Richena: Vida pós câncer de mama

08:00:00

Não estamos mais no Outubro Rosa, mas esse é um assunto que deve ser abordado a qualquer mês, não é mesmo? Bruna B. e Tuka já nos explicaram tudo sobre a doença, como diagnosticar e como tratar. Agora eu vou falar um pouco sobre a vida da mulher após o tratamento.
No Centro de Atenção Integral da Saúde da Mulher - Unicamp - foi realizado um estudo científico com  97 mulheres, e foi constatado que na maioria dos casos a paciente segue com a mesma qualidade de vida de antes do diagnostico do cancêr. No entanto, a maior reclamação entre essas mulheres é em relação a sexualidade e ao desgaste em seus relacionamentos. Uma das formas de dar a volta por cima e começar a resolver esse problema é fazendo o implantes de próteses mamárias. Um estudo feito no Memorial Sloan - Kettering Center, de Nova Iorque, mostrou que as mulheres que recebem os implantes após a cirurgia vivem mais felizes, conseguindo assim passar pelos obstáculos dos tratamentos com mais facilidade.


A relação entre marido e mulher também é um fator importante no durante do câncer de mama. Ela deve ser fortalecida desde o diagnóstico até o último dia do tratamento. É essencial para a mulher que o seu companheiro esteja saudável ao seu lado, que ele entenda e acompanhe todo o seu tratamento. Uma vida a dois que não seja estável, um marido que se afaste pode acarretar em uma piora na situação. A paciente precisa se sentir segura ao lado de quem ama e de quem faz parte de sua vida; se sentir desejada também é importante para a mulher que perdeu uma parte muito importante de sua feminilidade. 

 E a gravidez pós câncer de mama? 


Os médicos não recomendam uma gestação depois da doença, pois as células de câncer de mama se reproduzem e se alimentam usando os hormônios. E a gravidez é uma explosão deles no organismo feminino, portanto, o risco de ressurgir o tumor é grande. Mas um estudo realizado pelo médico egípcio Hatem Azim mostra que mulheres que engravidam depois do tratamento de câncer de mama não têm risco maior de ter uma recaída do que as outras; a gravidez seguida de amamentação pode ter um efeito protetor, diminuindo as chances do tumor voltar. O médico explica que a ciência ainda não entende bem porque isso acontece. Pode ser a própria explosão hormonal, que teria efeito inverso do que se pensava, mas como seus estudos ainda estão em andamento, não podemos dizer com convicção se uma gravidez após o câncer de mama pode ser totalmente segura. As opiniões de vários médicos se dividem sobre o assunto, mas o importante é conversar com quem acompanhou todo o tratamento e estudar a forma mais correta de tratar sobre esse assunto. Espero que o PhD tenha ajudado vocês a conhecerem um pouco mais sobre o câncer de mama, e gostaria de agradecer a todas as leitoras que entraram no Outubro Rosa com a gente. Se você tem algo a dizer sobre o assunto, conhece alguém que já passou por isso e quer publicar a história aqui basta mandar um email pra gente que teremos o imenso prazer em publicar. 
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E por falar em vocês, queridas leitoras, o PhD continua vivo no Prêmio TopBlog e nós contamos com a força de vocês para conseguirmos levar essa. Basta clicar no banner que fica ao lado esquerdo do blog e torcer junto com a gente. 

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