Gita: Cinema, o queridinho do Brasil

10:35:00


Me lembro da primeira vez que fui ao cinema, foi para assistir o primeiro filme da série Parque dos Dinossauros, no extinto Cine Belas Artes, aos 15 anos, com a minha família inteira e a do vizinho também. Se a gente fazer uma "análise sintaxe" no sentido de comparar o cinema de duas décadas atrás para o atual, ela ficaria assim: Me lembro da primeira vez que fui ao cinema, foi para assistir Harry Potter, no Shopping, aos 10 anos, com meus amigos.

Claro que há outras possibilidades de se dizer essa frase, porque o cinema é o entretenimento de maior consumo nos últimos tempos. A infraestrutura e a publicidade são responsáveis pelo crescimento da comercialização, enquanto a estruturação é a vedete em popularizar o cinema. Ou seja, filmes geram rendas de fontes distintas, nas exibições públicas, na televisão e vendas home video, mas a principal fonte de determinação do sucesso de um filme é a bilheteria.

Filmes de guerra, histórias em quadrinhos, desenhos animados e dramas históricos, são gêneros de maior sucesso. Mas considerando o mercado, apenas de 15 a 20% destes filmes comercializados, são genuinamente brasileiros, atestando o fato de que os estrangeiros persistem na preferência.

A curiosidade é que, o queridinho da série, ou franquia (como tecnicamente é dito) Harry Potter, não está entre os primeiros na posição de uma lista que é mérito  de Avatar e Titanic. Obviamente que a franquia Harry Potter, em soma de seus filmes, está entre os mais populares, seguido de Piratas do Caribe e Senhor dos Anéis.



Poderíamos considerar então que a bilheteria gera os estratosféricos números e cifras, enquanto as histórias em série (ou não) porém surreais e possíveis na imaginação popular, são sucessos garantidos e justificam a tecnologia que confunde a realidade, obrigando Hollywood a focar quase todo seu mercado ao Brasil. O caminho inverso também está crescendo, os filmes e atores brasileiros já são figurinhas encontradas em filmes estrangeiros, e cá entre nós, o preconceito ainda insiste em comparar a capacidade nacional com a internacional.

O fato é questão de cultura, nós sabemos, mas vale lembrar que os Estados Unidos já entendeu que estamos querendo chegar longe e estamos bem empenhados a isso, basta o nosso próprio público reconhecer méritos para que aqui, o cinema continue sua jornada as estrelas, quer dizer, ao sucesso.

Espero que tenham gostado de saber mais um pouquinho sobre o cinema e vamos curtir o Oscar que está pertinho de acontecer mais uma vez, e prestigiar a arte, e valorizá-la ainda mais como o entretenimento que diverte nossa realidade.



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