Gita: Assinando a carteira de Periguete


Well Girls... Creio que não preciso dizer o quanto este termo é conveniente a certas idades. Temos uma vitrine sem fim de garotas, mulheres que para conquistar o tesão alheio, passa-se por boa bisca. Os predicados são feios sim, mas a falta de pensar além do óbvio também é!

Particularmente, fico enfurecida quando alguns verbos são deturpados por atitudes inconvenientes a si próprias, mas porque me incomodo? Ora bolas, porque sou mulher e não faço questão de ver o meu gênero sendo abusado sexualmente, nem moralmente, muito menos intelectualmente. A quem interessa pensar, relembrar nuances da história feminina na sociedade, entenderá que a submissão foi o primeiro verbo mais conjugado e conjurado a mulher.

E olha de novo, que oras bolas, em pleno século XXI – A imagem da mulher é tão poderosa quanto subjulgada. Enquanto existir o sexo oposto minha amiga, pode morrer acreditando que o moralismo do partido machista, ou pior, o moralismo do mesmo gênero, porém, subordinado às conversões masculinas - A condição de ser (e estar) mulher é caso de metáforas ou pleonasmos. 

Por isso, fiz questão de lembrá-las, quais são os verbos que definem uma tremenda Periguete. Assinar a carteira é fácil garota, basta praticar direitinho... o recado!


O verbo Insinuar

Eis que a lei da atração é física, mas para a Periguete, ela também é corporal. Tanto que se insinuar é o primeiro costume. 

Então a dita cuja vai para o encontro, ou para o ataque, toda trabalhada nas vestes curtas, justas, caras e bocas para fins satisfatórios à sacanagem e meio caminho andado, certo? Sim querida, se a sua intenção é fazê-lo pensar com a cabeça de baixo, está certíssima.

Mas analisando a intenção sem a emoção da minha revolta, penso que muitas mulheres não sabem se usar, não sabem pegar o melhor de si e mostrar isso de forma decente, de forma saudável, e que faça o homem pensar, porque ela é tão interessante. Então acham que esfregando o produto na cara do menino, terá o ego impactante. Não sei não, hein? Acho que você terá o ego emplacado nas paradas de sucesso sexual... 



O verbo Imaginar


Ah se a imaginação tivesse asas... Acho que toda periguete tem um dom fantástico para isso. Ela põe asa na imaginação mais sem graça de um homem instigado. No seu vocabulário, é sempre uma frase seguida da palavra “imagina” que infla os calções e as imaginações masculinas. 

A diferença de uma perigueti para uma mulher que está instigando o homem que quer, é o sim. Essa raça de mulher sai aceitando qualquer vontade solicitada, pois ela sabe que graças ao seu poder vapt-vupt de deixá-lo excitado, o sim sempre será o aliado perfeito. 

Já uma mulher interessada em ter o verdadeiro prazer do homem, dirá não e sim, condicionado a um jogo de sedução e é justamente essa palavra, sedução, que difere as falsas santas das boas putas. 



O verbo Vestir


Eita verbo mais sem-vergonha. Para a periguete, o que vale é a vaidade, a moda ao gosto do freguês. 

Se vestir é uma arte, e para mulheres que gostam de manter sobre si, olhares de respeito, estas conhecem outros adjetivos eficientes, tais como a elegância, que austera originalidade, a discrição que ostenta o segredo de como se é, por debaixo de tanta volumetria escondida... 

A ousadia da transparência e não a audácia da meia arrastão. Deu pra entender?




O verbo Dar


O verbo mais importante para as Periguetes. Dar é um luxo, não é só luxúria. Dar é o mesmo que doar. Se há merecimento de quem vai receber, é problema para se chorar depois. 

Falando sério, porque uma mulher, antes de se sujeitar a dar sem moralismos, não retruca pra si mesma, o quanto o momento de prazer do homem é tão curto quanto a chapinha do dia seguinte? E que amor, paixão, admiração, não só tesão, são outros sinônimos de prazer também? 

Agora, onde está a diferença de outra mulher para a perigueti neste verbo? Eu vos respondo. 

A perigueti faz questão de ganhar um nome, fazer deste adjetivo pejorativo um nome de guerra, até que ela seja reconhecida como a Periguete, no substantivo mesmo. Outras mulheres, no máximo, usam o adjetivo periguete, para brincar, fingir, saciar um fetiche próprio ou do seu homem. E trocando em miúdos e metáforas, uma mulher simples tem sua repartição pudica enquanto que a periguete, uma repartição pública. 


Resuminho para assinar carteira:


Sorrir fácil, se insinuar com a bunda, peitos e vocabulário de filmes pornôs.

  Imaginar que sua melhor conquista é a excitação de um homem e não a admiração.

 Se vestir para matar, e não para seduzir.

 Dar ao homem o que ele simplesmente quer, e não o que ele especialmente precisa. 


Agora vamos pensar... Vale a pena ser qualquer coisa, só por ser? Ou ainda vale a pena lutar por status de sentido duradouro, ou um pouco menos deturpado? Adoro as novelas e suas invencionices, mas amiga, a vida da gente não é novela, e nem sonho de cinderela. Acorda para conhecer a Avenida Brasil! 

Este é o recadinho da semana, beijos e até a próxima! E não se esqueçam de aproveitar a novidade do PhD: O desconto da Anima em suas compras... Além dos R$15,00 de desconto, tudo por tempo limitado heim, quer saber mais? Clique aqui!



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