Gita: "Vão a Merda!"

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Quero mandar todos os homens a merda, mas fazendo poesia não dá... soará como ironia e não creio que a insensibilidade masculina entenderia. Quero deixar bem claro, que entendo suas intenções, desde a mais sincera até a mais descarada, mas não dá...

Eu fico aqui sendo bibelô, uma mulher sem frescura de qualquer pavor ou horror descabido ao machismo, e o que eu ganho com isso? Nada! Cansei do tão pouco que vocês acham que eu mereça, cansei de gastar minha beleza para agradar suas fraquezas. Vão a merda todos aqueles que só porque querem me ver e não me ter, ou ter só por prazer, ou me enganar com seu próprio prazer. A minha visão de mulher vivida já está cega demais para perder tempo com a gagueira de suas indecisões.

Façam de outra, descarga de porra, não preciso de pregas na língua para parecer santa. Estou desbocada porque quando vocês abrem a boca para garantir a minha atenção, nunca pouparam de esconder o significado traição em alguma palavra. Vocês traem aquela que te ama sem dó da razão, porque inventam um vocabulário onde o verdadeiro significado das coisas só tem serventia para tuas mentiras.

Vá a merda com seus elogios, eu sempre quis ser merecedora de sua inteligência e não me decepcionar com a ideia de que só tem uma cabeça, e é aquela que não pensa... Vocês conseguiram fazer da minha paciência um conto de fadas... uma invenção necessária para fingir que acredito na sua moral e por fim, só ouvir o teu final feliz.

Eu sou louca o suficiente para mandar vocês irem a merda quantas vezes fosse conveniente, porque eu sei quantas vezes vocês omitiram serem mais reais para serem indecentes. Eu? Que culpa tenho eu? Nasci mulher e isso quer dizer que meus hormônios são diferentes dos seus, que meu instinto de união é movido pela emoção evolutiva, que gera amor do prazer. Significa que em contra-partida e para mandar vocês a merda outra vez, que suas testosteronas fazem dos instintos uma necessidade mais racional que emocional... E que merda é essa de gerar prazer do próprio prazer?

O amor de vocês está na Seilândia, está sempre depois de um jogo, em que vocês são artilheiros de exigências... Se amam ou quando amam, esquecem de apertar o botão da fidelidade, e mesmo assim, querem subestimar minha sexualidade?
Eu sei amar, só não vou aceitar que suas hipócritas intenções façam de mim uma mera ocasião... Então... me esqueçam e vá para a merda em paz. Deixem-me viver em paz!

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