Em um bairro residencial tranquilo em Tóquio, uma casa chama a atenção de um casal que está prestes a ter seu primeiro filho. A construção é relativamente nova, bem iluminada, perto de uma estação de trem, com entorno arborizado ― à primeira vista, parece ser a opção perfeita. No entanto, um detalhe intrigante faz com que hesitem: no térreo, entre a cozinha e a sala, existe um espaço misterioso.
Em busca de explicações sobre o que pode ser aquilo, os potenciais compradores entram em contato com um escritor fascinado por ocultismo, acostumado a ouvir histórias de fantasmas e experiências estranhas. Auxiliado por um conhecido, especialista em arquitetura, ele se debruça sobre a planta baixa do local e logo descobre que, na verdade, a casa esconde outros pontos bizarros ― portas duplas, quartos sem janelas, cômodos com disposições estranhas ― que os fazem perceber que a situação é mais aterrorizante do que eles imaginavam.
O que será esse espaço misterioso, e por que ele existe? Quem seriam os antigos donos da casa, que desapareceram de forma tão repentina? Que coisas horríveis teriam acontecido ali? E seria realmente possível descobrir o segredo por trás de tudo? O escritor e seu colega não conseguem resistir ao desafio de ir atrás dessas respostas… Mas mal sabem que podem acabar se deparando com uma realidade macabra e inesquecível.
Sinopse da editora
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Casas estranhas é uma história muito boa, porém muito mal executada. Ela é contada de uma maneira quase infantil, mas sinceramente não é algo que estraga a premissa do livro.
E falando em premissa do livro, essa é bastante intrigante, pois te prende do começo ao fim, mas o desenvolvimento de tudo, até chegar aos momentos conclusivos da trama, foram muito mal desenvolvidas. No começo, todas as suspeitas surgem de forma extremamente aleatória, como se o autor e seu amigo molhassem o dedo com saliva e apontasse para o céu, e pimba! O argumento surgia.
A forma como os personagens se comunicam também é beeeeeeem bestinha. Nem parecem adultos, muitas vezes, e sim, personagens infantis de um anime. Se os diálogos demonstrassem mais maturidade e o desenvolvimento dos gatilhos da história tivessem sido melhor desenvolvidos, certamente esse livro seria perfeito.
A forma didática para explicar as plantas da casa, sempre repetindo os esboços a cada menção, pode cansar alguns, mas facilitar para outros. Ao meu ver, essa dinâmica foi pensada para facilitar a vida inclusive de quem lê esta obra no e-book, sem precisar ficar voltando as páginas para acompanhar as explicações dos personagens. Achei esse recurso bem dinâmico, sem quebrar a fluidez da leitura, e deixando tudo até mais divertido.
Enfim, Casas estranhas é uma obra para entreter, e o objetivo não é fazer refletir - é muito importante ter isso em mente. É uma história que fala sobre tradições bizarras, rivalidade familiar e mistérios bastante obscuros.
Nota 3,5/5

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