Soraia: Ao mestre, com amor.


Semana passada, 15 de outubro, foi o dia dos professores. Incontáveis foram as manifestações de carinho que recebi dentro e fora das redes sociais, e só tenho a agradecer por isso. Lecionar não é algo que se limita a uma vocação, um dom. Exige, assim como qualquer outra profissão, dedicação e amor, coisas que nem sempre estão atreladas à prática profissional. No entanto, ministrar aulas tornou-se mais do que nunca um desafio no Brasil.
Este desafio é composto por inúmeros fatores, entre os quais se destacam a falta de respeito dos governantes, pais e alunos com relação a esses profissionais. Por parte dos governantes, itens como os baixos salários, a infraestrutura precária e a falta de segurança inclusive dentro da sala de aula fazem com que os mestres muitas vezes questionem os motivos que os levaram a exercer algo tão digno. E se isso já não bastasse, ainda grande parte deles tem que lidar com pais mal educados, que acreditam que a educação oferecida em sala de aula tem que também contemplar o ensinamento de valores que antes eram transmitidos nos lares. Soma-se a isso alunos prepotentes, que acham que os docentes são seus funcionários e que desrespeitam e maltratam essas pessoas a seu bel prazer. Ser professor, atualmente, é tarefa para os fortes, para os corajosos e para os que não perderam (ainda) a fé na humanidade. Esta é uma homenagem a todos os mestres que passaram e continuam passando pela minha vida, os quais me ensinaram a permanecer olhando para o mundo com um olhar curioso e cheio de amor, esperança. É ainda um agradecimento aos alunos que, não contentes em fazer toda a diferença na minha vida, fizeram também questão de se tornarem amados e estimados amigos. Boa semana a todos!


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