Sara Richena: Duas paixões: gatos e livros!

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Se tem algo nessa vida que eu amo muito (além do Mickey e da minha filha) são os gatos e os livros. Gatos são fofos, independentes e muito companheiros, ao contrário do que dizem. Já os livros me levam para novas dimensões e vidas que eu jamais imaginei viver. Conseguir unir essas duas paixões não tem preço. Mentira tem sim, mas não me lembro o quanto paguei por elas.



Dewey foi um presente que me dei no natal de 2009 (omg! o tempo voa). Estava passando pela Nobel do shopping e ele estava na vitrine me olhando com aquela carinha de "me leva". Claro que não resisti, - amor a primeira vista - sabe como é, havia acabado de perder meu gato Marvin, que era idêntico ao Dewey, e lágrimas rolaram. "Devore-o" em uma semana. Bob, o outro livro - muito marcante, por sinal - foi o meu primeiro presente de dia das mães; olha que amor! Estávamos novamente na Nobel do shopping (eu e o namorido. Não gosto dessa palavra, mas é o que define a gente no momento). Meus olhos passaram por ele e brilharam... e a única coisa que ouvi foi: "Ok Sara, acho que já achei o seu presente"
Se eu gostei? Amei! Demorei um pouco mais para "devorar" o Bob, já que gravidez dá sono, lia duas páginas e dormia eternamente. 


O que mais me faz ter amor por esses livros? São histórias reais que mostram um outro lado dos felinos. Na verdade não seria um outro lado, mas sim o verdadeiro, que as pessoas e seus mitos insistem em deixar passar. Gatos não são diabólicos e nem traiçoeiros, eles podem e dão tanto amor quanto o seu cão. Apenas no lugar de um latido eles irão miar quando você chegar em casa. 


Autor: Vicki Myron
Editora: Globo Editora
Edição: 1ª / 2008
Número de páginas: 272

Sinopse: A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witte é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.

A história se inicia em 18 de janeiro de 1988 (eu nasci no mesmo ano, mas em junho, que amor). Um gato é encontrado na caixa para devolução de livros da biblioteca em uma manhã muito, mas muito fria na cidade de Spencer. Dewey foi acolhido por Vicki e os demais funcionários da biblioteca. O animal conquistou a todos que trabalhavam no local, então decidiram que ele ficaria, embora fossem muitos os obstáculos quanto a manter um gato numa biblioteca. Seu nome, Dewey, é em homenagem a Melvil Dewey, o criador do Sistema Decimal de Dewey, utilizado para classificar livros, uma atividade da biblioteconomia. Seu sobrenome? Readmore Books, um trocadilho com a pronúncia do próprio nome: Dewey Readmore Books, ou seja, “Do we read more books?” (Nós lemos mais livros?).
Gatos podem ser metódicos, mas Dewey era diferente, era especial. Como um gato poderia entender quem realmente precisa de ajuda e conforto? Todos os dias, Dew pulava no colo de uma pessoa e dava a ela a oportunidade de lhe afagar – e o escolhido se sentia com os ânimos revigorados. Cada hábito e travessuras do gato o tornava mais especial, sua relação com as crianças o deixava cada dia mais dócil. O livro se desenvolve não somente com foco em Dewey, mas também na história de vida de Vicki, as dificuldades que a cidade vivia, seu casamento, sua filha e suas lutas pessoais. O tempo passa e a idade de Dewey também, com o tempo ele vai ficando velhinho e um pouco debilitado, por isso Vicki resolve levá-lo para sua casa e cuidar de suas saúde até o fim de seus dias.


Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Edição: 2013
Número de páginas: 240

Sinopse: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri – é, sorri – timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob – ‘Vamos, Bob, cumprimente!’, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento – mas Bob não é um gato comum.

O livro é um tipo de autobiografia de James, um usuario de drogas, que está largando o vício e que vive de música nas ruas de Londres. A história mostra que muitas vezes não é o dono que escolhe o animas, mas sim o animal que escolhe o seu dono. Com Bob e James foi assim: um gatinho de rua que escolheu o seu "pai", e escolheu incrivelmente certo, pois ele muda toda a história de vida de alguém que poderia ter um fim triste e trágico. James usava seu violão e o dom para cantar e arrumar algum dinheiro para sobreviver, com a presença diária de Bob, que por mais que o dono tentasse impedir o gato de acompanhá-lo, ele não o obedecia, a sua renda duplicou, triplicou! O gato acabou ganhando mais fãs que o jovem cantor e até fez amigos humanos fiéis que o visitavam todos os dias. Diferente de Dewey, a história não tem um final triste com a morte do gato, mas como o outro livro, traz uma mensagem positiva de amor e de que se pode mudar e acreditar em uma vida melhor, independente do buraco que você se encontra.


Juro que tentei tirar um foto fofa com a Catarina e os livros, mas ela anda muito antipática esses dias e nutre um ciumes doentio do Dewey e do Bob. Gatos...



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