Soraia: Se conselho fosse bom... Siga seu coração!

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Para terminar nossa trilogia, o texto de hoje será sobre seguir os nossos instintos e respeitar os nossos dons na hora de escolher uma profissão. Decidir pelo futuro profissional não é uma tarefa das mais fáceis e inúmeros fatores contribuem para isso. O primeiro é a idade. Geralmente, os estudantes terminam o Ensino Médio com 17 ou 18 anos, e por mais maduros que sejam ainda não têm experiência suficiente, inclusive experiência emocional, para uma escolha tão delicada. Assim, eles acabam tendendo a escutar os anseios profissionais de seus pais ou ainda profissões que estão “na moda”, geralmente relacionados à televisão e mídias digitais. 

Poucos são os que têm incentivos para procurarem se informar sobre o que é cada profissão, como está o mercado de trabalho ou ainda quais são as disciplinas que compõem determinado curso. Sem essas informações, as chances de desistência logo nos primeiros anos de Ensino Superior são bastante elevadas, fato que pode ser comprovado a partir de dados divulgados pelo INEP, os quais destacam um índice médio de evasão de 40% em cursos de graduação. Claro que parte dessa porcentagem também se deve a outros fatores, como, por exemplo, condições financeiras, mas a verdade é o índice é alto e merece atenção. 

A falta de incentivo de familiares e de conhecimento da própria profissão acabam levando os estudantes à mesmice, repetindo profissões de pais e amigos e impedindo que eles explorem dons que possuem desde crianças. Dessa maneira, é primordial que pais e professores contribuam para que os alunos consigam adequar ao máximo suas habilidades às profissões que almejam, de modo a ajudá-los nesse oceano de opções. Orientação, portanto, é a palavra-chave. Vejamos alguns depoimentos de pessoas que seguiram, ou não, o que seu coração lhes dizia sobre o futuro profissional: 

Aptidão genética e criatividade Gita é um exemplo de uma pessoa que conseguiu aliar o dom que Deus lhe concedeu com uma profissão estável. Ela é projetista maqueteira e sua escolha profissional aconteceu de maneira bastante inusitada. “Um dia, fui à rua das noivas comprar meu vestido de formatura. Desenhei o vestido que queria e apresentei ao estilista. Ele elogiou muito minha modelo alienígena anoréxica... E, antes de ficar feliz como futura estilista, ele tentou me convencer que apesar de existir coerência na dimensão, escala o melhor era aproveitar esse dom para Arquitetura, porque ser Estilista não dava dinheiro”, conta Gita. Munida dessas informações, a projetista e blogueira foi atrás para saber um pouco mais sobre a profissão: “Quis saber mais sobre Arquitetura e não me apaixonei. Porém, meus pais são Engenheiros Civis e logo pude entender que o meu dom poderia trazer com mais facilidade o progresso profissional, e consequentemente, o dinheiro”, disse Gita. 

Agenda com dedicatório da Gita
Justamente pelo histórico familiar, ela teve pronto apoio dos pais, e mesmo tendo consciência de suas aptidões e de gostar de sua profissão, nunca esqueceu outra grande paixão. “Mesmo que a minha paixão fosse o Jornalismo, e apesar de achar que minha aptidão não era racional e lógica o suficiente para a área de exatas, o importante foi ver a experiência de cada engenheiro e arquiteto que pude conhecer. O maior apoio foi o incentivo baseado na informação, na relação que a profissão exige aliada às características das aptidões que eu já tinha”, explica. 

A dedicação e a aptidão da projetista já renderam inclusive elogios, como ela relata: “Não ganhei nenhum prêmio tipo Oscar da área, mas ganhei de um cliente uma agenda da sua empresa, com uma dedicatória especial: “Você estava dentro do meu sonho, quando idealizei este projeto. Vocês simplesmente já realizaram ele, mesmo antes de concebê-lo”.” . 

Juliana é Jornalista e atualmente atua como freelancer


Amor à profissão sem esquecer Plano B Juliana Cristina Menezes Ângelo, 26, acabou de se formar em Jornalismo e a escolha pela profissão surgiu justamente da percepção de uma professora, que viu na aluna características necessárias para o desempenho da profissão. “Sempre adorei as matérias da área de humanas na escola. Pensei até em fazer Publicidade, mas uma professora da disciplina de História falou que eu deveria considerar o Jornalismo”, explica Juliana. 

Escolher a profissão não foi uma tarefa muito fácil, apesar de a professora ter indicado o caminho. Juliana foi a primeira de suas irmãs a cursar uma graduação e tanto elas como sua mãe queriam a jornalista tivesse optado por uma carreira que lhe trouxesse um retorno financeiro mais rápido. “Na época, minha avó na época e meu namorado foram os únicos que apoiaram, infelizmente. (…) O respaldo da família é fundamental, a carreira vai ter altos e baixos e você precisa lidar com isso. Ter o colinho da família nos momentos ruins é fundamental, vamos combinar!”, disse. A jornalista seguiu os caminhos tradicionais para conhecer a profissão: cursou uma graduação na área e fez estágios. Atualmente, ela faz trabalhos freelance na área e espera em breve conseguir um emprego fixo. “Quem escolhe uma carreira tida como difícil deve ter muita paciência e preparo mental; nem sempre tudo dará certo. É preciso se preparar também, fazendo cursos e até ter um plano B”, ressalta Juliana. 

Luciana Balbino é fisioterapeuta
Saúde restabelecida Luciana Balbino Sales, 35, é fisioterapeuta e tem pós-graduação em Ortopedia e especialização em RPG. Segundo ela, a escolha pela profissão ocorreu por “querer ajudar as pessoas a terem uma qualidade de vida melhor” e seus pais a apoiaram nessa decisão: “Meus pais sempre me deixaram livre para escolher minha profissão e na época apenas me orientaram a conhecer melhor a profissão antes de decidir”. Atualmente, Luciana ministra aulas de alongamento nas empresas em que atua, ensina exercícios para a melhora da postura e faz massagens. “Amo muito o que faço e não estou rica, mas consigo me sustentar com o salário”, destaca a fisioterapeuta. Para finalizar seu depoimento, ela ressalta que em sua profissão, assim como em todas as outras, é necessário dedicação e amor, pois o dinheiro é consequência. Velhos desejos, novos caminhos.

A atuação profissional de Tuka pode ser assim definida: jornalista, social media, blogueira. No entanto, esses não eram seus planos quando começou o curso de graduação em Jornalismo. Ela queria simplesmente trabalhar na redação de uma revista impressa. No entanto, como isso não foi possível, ela resolveu seguir novos passos, o que resultou na profissional que é hoje. “Quando estava no meio do curso de Jornalismo, montei meu primeiro blog (o qual eu utilizo como portfólio) e acabei pegando gosto pela coisa. Com o boom das mídias sociais em 2009, fui ingressando na carreira de social media meio que sem querer. Primeiro, acabei me tornando uma usuária, digamos, entendida, dessas redes de uma maneira pessoal. Com o surgimento do primeiro cliente em 2010, acabei fazendo deste gosto pessoal algo profissional. Hoje atendo diversos clientes home office e posso dizer que, enquanto puder, jamais trocaria minha profissão por nada”, disse Tuka. 

A jornalista e social media Sheila Almendros, conhecida por aqui como Tuka


Munida de seu talento e do apoio de sua família, a jornalista foi se aprimorando na profissão de forma autodidata, já que a área era bastante nova. “Não fiz nenhum curso, mas sempre li bastante sobre o assunto. Como peguei tudo começando, tudo muito novo, acabei aprendendo de acordo com o crescimento desse nicho”, explica. Tamanha dedicação rendeu-lhe alguns bons frutos, como ter se tornado palestrante e ter concorrido ao prêmio Top Blog em 2009 pelo seu blog PhD em Sei Lá o Que. 
Atualmente, seu maior desafio é mesmo é trabalhar em casa. O que para muitos pode parecer um sonho, é, na verdade, um eterno desafio, já que requer a construção de hábitos. “Procuro manter uma rotina bem rígida em relação ao meu trabalho. Tenho horário para acordar, para tomar café, almoçar, começar e parar. Quando se trabalha em casa, é necessário ser extremamente responsável com os seus horários, assim você evita se tornar um workaholic ou um irresponsável. Evitar o 'depois eu faço' ou 'só mais um pouquinho e eu paro' é fundamental para manter tudo no mais devido controle”, finaliza.



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