Sara Richena: Entrevista com Victor Oliveira

08:00:00

foto: arquivo pessoal
Um dos "anônimos" mais seguidos do Twitter (se você não o segue com certeza já deve ter se deparado com alguém dando um RT em um dos seus tweets, principalmente na hora de Avenida Brasil), Victor Oliveira, 20 anos, carioca, é morador de Búzios. Não é cantor, não é ator e nem participa do The Voice Brasil. Mas afinal, quem é @VictorOliveira mesmo?

PhD- Você não tem vida? Só fica no Twitter? É brincadeira, Victor! Eu sei que você tem uma vida, mas resolvi começar por esse ponto já que é a pergunta que a maioria faz. Você cursa   Comunicação Social com Publicidade e Propaganda, mas já o vi dizer que talvez resolva mudar o foco para o Jornalismo. Pretende mudar mesmo? 

Realmente, todo dia alguém me pergunta o que eu estudo (risos). Então, na verdade não é mudar meu foco, eu gosto muito de Publicidade e mesmo sem ser formado, estou me envolvendo bastante com esse ramo, então é algo que eu quero seguir, sem dúvidas. O que eu digo em relação ao Jornalismo, é que se você faz mais um ano do curso de comunicação, você consegue o diploma de Jornalismo, então são meio que duas faculdades pelo tempo de uma, e mais uma formação é algo bom. 

 PhD- Morar em Buzios é meio que viver em uma novela do Manoel Carlos ou só quem é de fora sente isso? 
Eu acho que só quem mora fora mesmo. Quem mora aqui já está cansado das praias, das pessoas, dos lugares.. Mas eu gosto muito, sabe? Apesar do tédio que rola na baixa temporada, é um lugar muito tranquilo. Aqui todo mundo morre de velhice, você faz 80% das coisas a pé e meus pais não ficam preocupados com minhas saídas, não ligam se eu chego em casa de manhã e tal. 

PhD- Fale um pouco sobre a sua paixão por fotografia, seu Flickr é recheado de fotos maravilhosas. 
Eu amo fotografia. Um tempo atrás me estressei um pouco com algumas pessoas que andavam pegando minhas fotos e não davam os créditos, por isso parei de postar um pouco no Flickr e agora “guardo” as fotos pra mim, uma hora ou outra eu posto em algum lugar. 

 PhD- Como começou o “boom” do @VictorOliveira? Acha estranho as pessoas te reconhecerem na rua, virem conversar e dizer que só te conhecem pelo Twitter? 
Eu já achei estranho, hoje em dia eu acho engraçado. Não vejo problema nenhum em as pessoas falarem que só me conhecem pelo Twitter, a verdade é essa, oras! Eu só não gosto muito dessa coisa de fã, eu acho que todo mundo é igual. Muitas vezes me param nas boates que eu frequento ou as vezes até no meio da rua, e eu acho super legal, puxo o maior papo e as vezes até sei quem é a pessoa. Eu gosto de interagir com meus seguidores, lógico que as vezes é difícil de responder todo mundo e as vezes também me perguntam sempre a mesma coisa, por exemplo: eu acabo de postar um link, depois comento sobre ele e me perguntam “que link?” isso me irrita um pouquinho.. custa pesquisar? (risos)

PhD- Todo mundo sabe que você é muito amigo da Narcisa. Já li que a amizade começou por causa do Twitter e também já li que ela vem de outros tempos, coisa de família. Qual das duas opções é a real? 
A primeira! Mas a segunda também. A Narcisa é uma amiga da família, que me conhece antes de eu nascer. Mas ai eu cresci e meio que fiquei naquela fase onde achava que os adultos são chatos e não ia em muitas das festas que ela fazia ou que até rolavam na minha casa mesmo. Depois com o Twitter, nós voltamos com tudo e hoje somos grandes amigos. Eu amo Narcisa de paixão, ela é tudo isso e muito mais que as pessoas vêem na televisão. É incrível. 

fotos: arquivo pessoal
PhD- Por você ter amizade com vários famosos, ter muitos seguidores em redes sociais, acaba estando sempre no meio dos holofotes. Você percebe que isso gera algum tipo de ciúmes ou rivalidade entre pessoas do seu convívio, seja na faculdade ou grupo de amigos? 
 Sinceramente, eu não sei. Com meus amigos eu sei que não rola, porque eu ando com pessoas certas. A maioria dos meus amigos acabam conhecendo meus amigos famosos, muitas vezes eu sou apresentado para pessoas famosas por amigos anônimos. Já na faculdade ou alguns semi conhecidos de repente podem não gostar, mas eu não ligo. Acho que no final das contas tem muita gente que não acrescenta nada pra mim, então... que falem. Quem é amigo de verdade defende. 

 PhD- Te incomoda todo hora ter um comentário ou outro sobre a sua sexualidade? Porque o povo sem noção insiste nesses assuntos mesmo que você já tenha falado sobre isso zilhões de vezes. 
Não, em nada. Como disse ali em cima, é muita gente que não acrescenta em nada. Gente que nunca me viu na vida, gente que lê meus tweets e acha que me conhece. Não tenha nada contra gays, tenho amigos e amigas que são, as pessoas são livres, mas não sou. 

 PhD- Você pretende se mudar para o Rio de Janeiro ainda? A familia vai junto ou Victor vai se aventurar sem alguém pra fazer o almoço ou arrumar a cama? 
Sim! Acho que ano que vem. Também se não for ano que vem, eu não me incomodo. Estou quase todos os finais de semana no Rio, se eu morasse lá, só poderia sair pra festas durante o final de semana mesmo, já que estudo de manhã, então nada me atrapalha. Bem, eu devo ir sozinho ou morar com algum amigo ou amiga.. mas com certeza precisaríamos de uma “empreguete” porque arrumar não é meu forte. Eu até gosto de cozinhar, sei fazer algumas coisas, mas sou muito atrapalhado. Pretendo fazer um cursinho rápido de gastronomia! 

PhD- Vi no seu blog que você resgatou um gatinho da rua e que pediu para as pessoas sugerirem o nome nos comentários. E ai, qual foi o escolhido? 
Ficou como Bill! Comentaram lá e hoje em dia eu realmente acho que ele tem cara de Bill. 

 PhD- Adoro o seu Gente, fiz um blog! mesmo você postando raramente, acaba tendo um conteúdo mais interessante do que os milhares que postam todos os dias. Na bio você diz que ele ainda não     tem um tema certo, um dia ele vai ter ou isso de incerto te prende mais nele? 
Eu acho que não ter um tema certo é legal. Em um dia eu posso falar de uma música pop e no dia seguinte de fotografia. Tem gente que acha que fica bagunçado, mas eu já acho que deixa mais interessante a pessoa entrar lá e ver algo diferente, algo inesperado. 

 PhD- Como é ser Victor Oliveira em 140 caracteres? 
Essa é uma pergunta muito difícil. Nem eu sei responder

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