A arte burlesca nos dias de hoje


Você já ouviu falar sobre o Burlesco? Já viu por aí algo sobre Dita Von Teese e Dirty Martini? A arte burlesca ultrapassou décadas e sofreu mutações, mas não perdeu o charme glamouroso do retrô. A Suicide Girl brasileira, sweetie Bird, concedeu à mim uma entrevista em 2010 para o meu blog pessoal, o Jornalismo Underground, e contou um pouco sobre a história dessa arte:


O que consiste a performance burlesca?

sweetie Bird - Para a maioria das pessoas, a primeira coisa que vêm a cabeça ao falar de burlesco são os stripteases realizados por pin-ups modernas, mulheres super produzidas de todo tipo e tamanho com um toque de humor e um quê de nerdice. Sim, isto é burlesco. Mas também é o pastiche, os humoristas que fazem piadas chulas de conteúdo sexual e, em geral, a paródia. Historicamente, o burlesco é a perversão, a paródia, o pastiche. Foi somente no final do século XIX que começou a adquirir a natureza risqué, incluindo os stripteases.

Qual é a origem desse estilo e as garotas mais conhecidas no estilo?

O burlesco é um gênero teatral, de paródia. Nos séculos XVIII e XIX eram comuns as operetas que faziam pouco das óperas e obras da elite. Em natureza, era um entretenimento do povo. No final do século XIX assumiu o formato que compartilhou com o vaudeville por muito tempo: 3 atos: o primeiro consistia de números de dança e canto variados, o segundo de comediantes e o terceiro de um número musical completo parodiando alguma obra famosa. Com a revitalização do estilo, em meados da década de 1990, surgiu o neo-burlesco: mais cerebral e politizado do que no original, é muito mais do que apenas tirar a roupa, com humor. O maior nome histórico é o de Gypsy Rose Lee. Tirava pouco além das frases carregadas de trocadilhos sexuais. Tempest Storm, Sandra Storm, Sally Rand, Lili St.Cyr e Bettie Page são outros nomes de peso da época de ouro do burlesco. Na atualidade, Dita Von Teese, Immodesty Blaze, Dirty Martini, Michele Lamour, Pontani Sisters, Trixie Little and Evil Hate Monkey e Jo Boobs vêm à mente num primeiro momento.

Quando começou a fazer shows? Quais suas maiores inspirações para a montagem de seu visual nas apresentações?


Comecei a dançar entre 2006 e 2007. Conhecia pouco do estilo, mas era apaixonada por filmes musicais antigos; minha primeira referência para os meus números. As décadas de 1920 a 1950 são minhas principais fontes de inspiração, além dos figurinos e números de dança dos musicais da MGM. Marilyn Monroe, Joan Blondell, Betty Boop, as pinups de Enoch Bolles e Gil Elvgren, sapateado, ballet, jazz e o pastiche são algumas referências constantes. E claro, poder desenhar e costurar meus figurinos, além de montar as trilhas das minhas performances me dá liberdade absoluta para inventar de tudo um pouco.



O que te dar prazer quanto ao feedback do público em suas apresentações?

Adoro ouvir as risadas do público. Mais do que um striptease, é uma história com começo, meio e fim, e perceber que o público entendeu minhas referências e o humor inerente me dá muito prazer.

Como tornou-se uma suicide girl? Que retorno obteve após ter se tornado uma suicide girl brasileira?

Me tornei uma SG como todas as outras se tornam: tendo um ensaio comprado pelo site. Acho divertido poder criar uma ponte sólida e dinâmica entre as meninas brasileiras e os responsáveis pelo site, ajudando as que não tem tanta facilidade com a língua. É um título gostoso de ter (quando se gosta de neo pinups e coisas afins), mas efetivamente, é só um título. O site não é tão conhecido no Brasil a ponto do fato de ser uma Suicide Girl abrir portas. É só... divertido.

Onde podemos assistir seus espetáculos?

sB- Em todo tipo de lugar. Festas particulares, bares, e clubes de rock. Para ficar a par do meu calendário de shows, visite meu blog ou me siga no twitter.






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