Meu eu canceriano

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Eu, como boa canceriana, sempre vivi de nostalgia. Algo que me ligasse à família, ou de uma raiz, que na verdade, nunca existiu ao certo. Sempre gostei de tradições, de união, de amor explícito em atos, e principalmente, de poder contar com quem sempre fiz questão de estar perto, e demonstrar que a recíproca é verdadeira. Não sei explicar com pormenores porque isso nunca foi real pra mim.

[Será que toda canceriana é assim?]

Este sentimento seria muito bem correspondido se eu tivesse uma família formada por diversos cancerianos. Assim eles entenderiam as minhas necessidades básicas de pessoa carente sem me condenarem de sentimentalista ao extremo. Uma lembrança, que pra mim é a maior fortuna que conquistamos, pra alguns só foi um passado de página virada.

[Dizem que toda canceriana é família]

Meu desejo de construir uma família começou quando senti que não dependia de mim unir o que não podia ser unido. Começando pelo princípio: encontrar um marido amável, fiel, leal e companheiro, e um cachorro chamado Bóris. E a principal meta que eu tive sempre em mente era manter laços estreitos quando eu partisse para o primeiro tijolo desta construção : almoços aos domingos, bilhetinhos carinhosos pregados na geladeira, ao menos um passeio juntos por mês, um bom dia, um boa noite... Coisas tão pequenas, que não exigem esforço algum, mas que mantém um conforto deslumbrante no coração, além de manter a alma aquecida de amor... Ao longo do tempo, desejarei ter encontros semanais ou quinzenais para recordar dos bons momentos vividos, rir dos maus momentos passados, e quais os lados positivos das lágrimas que um dia caíram (sim, porque não sei se vocês se lembram do começo deste texto, mas cancerianos são recordistas em derrubar lágrimas, seja em um filme, seja em um momento mais sensível, ou por alguma palavra mal dita).


[Dizem que cancerianas são sensíveis e carentes]

O desejo de muitas das cancerianas, na verdade, é serem entendidas por tamanha sensibilidade. Muitas vezes podemos ser frágeis, mas também uma fortaleza. Tudo depende de como você a interpreta. Eu, particularmente adoro poder ouvir desabafos, e emprestar meu ombro pra qualquer pessoa que estiver de coração apertado, e fazemos isso gratuitamente, porque faz parte da nossa natureza e acreditamos que todas as pessoas seriam mais felizes se fossem assim. Cancerianas têm o dom de escutar, e procurar entender... e se sentem ainda mais especiais se a pessoa ainda deseja ouvir a sua opinião.

[Dizem que cancerianas são geniosas]

Sou geniosa. Porque nada mais gostoso que você saber do que gosta, do que sente, do que não acredita e acredita, e tudo em na vida deve ter um pontinho em cada i. Algumas são mais moles, e por medo de ficarem sozinhas, até escondem sua opinião pra não perder, mas no fundo ela engole aquilo a seco, com ajuda de coca-cola. Mas as mais corajosas, que acreditam que não devem nada à ninguém e que confiam no seu taco, defende seu ponto de vista até o fim, mas sem tentar convencer a outra pessoa ou coisa parecida, porque, cá entre nós, cancerianas sofrem um pouquinho de preguiça social.
Não é difícil lidar com uma carangueja. Basta tratá-la com carinho. Com jeitinho, falando mansinho, usando a turma do inho, tudo se consegue com ela. Porque ser canceriana, significa usar mais o coração do que a razão. Mas não abuse, tá?
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