Bruna B. em: "Pode parecer clichê... e daí se for?"


Escolhi contar a vocês um segredo, algo que nem minha melhor amiga sabe mas vai sacar do que to falando quando ler esse meu texto, e que pra não falar que nunca contei a ninguém, dividi com meu travesseiro.
Numa noite como qualquer outra, enquanto eu cantava a música que tocava no rádio e dava risada do que minha amiga falava, olhei pela janela e vi alguém, parado, junto de muitos, mas sozinho, sorrindo para quem estava ao seu redor, com as mãos no bolso e movimentando os pés mesmo parado. Enquanto eu perguntava para minha amiga 'quem será?', algo em meu coração dizia 'é alguém que vai ser especial, seja como for'.
Conversamos, como colegas, nada como minha mente atrevida tinha imaginado, não exatamente, mas no fundo do jeito que eu queria, poucas palavras trocadas só que com olhares escondendo muitas delas, e se os olhos podem falar, naqueles momentos eles gritavam: eu preciso conhecer mais, de verdade; eu tô curiosa e isso não pode acabar aqui. Os dele eu confesso que nem imagino o que diziam ao certo, mas algo dentro de mim me fazia acreditar que concordavam comigo.
Mesmo sem nos encontrarmos novamente por muito tempo, distantes em vários sentidos, eu ainda parava no meio do dia para pensar em como poderia estar o dia dele, e quando tudo que eu senti em relação ao dia que nossos caminhos se cruzaram e se tornariam realidade. Boba, eu sei. Nada eu sabia, não havia certezas, conhecimento - era só esse sentimento dizendo horas bem baixinho, horas aos gritos: tem algo mais, não esquece disso.
Aconteceu, nada planejado, em outro encontro que a vida proporcionou e fez sentido, eu me lembrei do que senti ao olhar pela janela do carro. Talvez você não fosse tão desconhecido e como eu queria que não, naquele momento eu desejava apenas ter tido você desde sempre. Parecia loucura, aliás, parecia não, parece e deve ser, mas não importa o que digam ou pensem. A cada beijo, a cada toque da sua mão na minha, cada olhar que mesmo sem conseguir falar gritava e em cada conversa, cada descoberta de um sobre o outro fazia sentido... era como se eu pudesse ouvir alguém dizendo: isso tinha que acontecer, isso iria acontecer de qualquer jeito.
Engraçado que a gente sempre espera por alguma coisa assim, mas nunca sabe quando vai acontecer e nem o quanto vai durar. As pessoas vivem falando da pessoa certa, aquela que vem quando você menos espera e vira sua vida de cabeça pra baixo.
Bom, a minha vida sempre esteve de cabeça para baixo, eu nunca soube lidar com nada dela, muito menos quando envolvia sentimentos. E mais uma vez, mesmo com todas as certezas gritadas e com esse sentimento tão bonito eu abri mão do que acontecia, eu pedi pra ir embora, ao menos por um momento.
Não parece fazer sentido né? Abrir mão de algo bom. Mas se eu acreditei no clichê de que as pessoas aparecem quando menos se espera eu também posso acreditar no de que tudo que é pra ser nosso vai ser, ninguém tira, se não era pra acabar, um dia volta.
Só não pense que eu confio tanto assim na vida... eu tenho medo, porque também falam sobre as pessoas certas, que eu não sei o que significa pra vocês, mas pra mim é aquela que te faz sentir vontade de fazer tudo certo, superar os seus medos de conversas, não duvidar de seus sentimentos, segurar a mão do outro sem medo e acreditar que mesmo com as dificuldades, se dois querem que dê certo, tudo vai acontecer, com dores de cabeças ou não; e eu senti isso no momento em que olhei pelo vidro do carro, quando eu olhei aqueles olhos e morri por aquele sorriso eu sabia que ali estava alguém com quem eu não sabia por quanto tempo estaria, mas por quem eu teria coragem de virar meu mundo de cabeça pra cima.
Bastava só confessar que eu sou uma bagunça e ver que existem pessoas por aí que merecem o nosso esforço pra superar traumas do passado, e é por isso que me afastei - não foi para sair com as amigas, beber e encontrar meninos bonitos por aí, foi pra que eu pudesse fazer as mudanças que preciso sem correr o risco de machucar alguém que desde o primeiro momento me fez muito bem, mesmo sem saber.
Então me perdoem por abusar dos clichês, mas me permitam desafiar o que ouço por aí, permitam que eu mude e descubra de uma vez por todas, se é quem muda o nosso mundo que fica com a gente no final. Mas se não for, ao menos uma certeza eu te dou: existe a pessoa certa, e que no pior dos casos ela ainda vai ser muito, vai ser quem te faz perceber que embora tenha alguns traumas, vale a pena arriscar, vale a pena viver, porque a vida é um monte de clichês, mas isso nem sempre, ou melhor, quase nunca é tão ruim quanto parece.

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Um comentário:

  1. Daniella Isabel Castilho, via Facebook:
    Adoro o PHD,não paso um dia sem dar uma lidinha numa materia!Adoror!

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