Cynthia Pinheiro em: Sobre remédios e peso

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Desde que me entendo por gente luto contra o peso.
Eu até brinco que a música que cantei na apresentação do prézinho meio que definiu minha vida: "Olha o Passo do Elefantinho".
Ok, exagero, eu sei. Mas vocês vão perceber ao longo desse texto como o exagero sempre fez parte das coisas que me diz respeito.
Já na adolescência tinha o peso normal pra minha altura (1.63m e.... vocês pensaram mesmo que eu ia falar meu peso? Rá, rá, nunquinha!), mas passados alguns anos comecei a engordar.
Com o imediatismo que sempre foi inerente em meu ser, segui os passos de uma amiga e decidi pela solução mágica: vou tomar remédios!
Antes disso um adendo: eu sou baixinha mas sempre tive bastante busto e quadril, a ponto de imaginar que se em outra época me vendessem no mercado de escravos diriam que eu era uma boa parideira. Estou falando isso porque quando engordo, vai diretamente pra bunda e peitos, o que faz com que eu pareça uma pin upzona da era pré-Renascentista.
Tudo que uso fica over to-tal, tudo é grande, tudo é exagerado. Sentiram o drama da pressa em emagrecer?
Pois bem, com 20 anos nas costas tomei remédios pra emagrecer pela 1ª vez. Fui no médico, claro, não sou tão louca assim, mas pensando bem o louco mesmo era o médico, pois ele foi logo receitando remédios sem nem ao menos pedir um mísero exame de sangue.
E tomei os "remedinhos mágicos" durante um mês. E durante esse mês perdi treze quilos. Gente, TREZE quilos EM UM MÊS! É praticamente metade do que o Tom Hanks perdeu quando fez "Náufrago"!
Pronto, havia descoberto a pólvora! Como eu não tinha visto isso antes?
Me sentia bem, me sentia ótima, tudo que vestia, voilà... ficava ótimo em mim!
Nessa época aproveitei o embalo dos quilos a menos e comecei a fazer Capoeira, acho que foi isso que evitou que eu engordasse tudo de volta em tempo record. Adorava aquilo e lembro que era bem puxado: treinos três vezes por semana e nos outros dois dias treinava com o pessoal por nossa conta num clube perto de casa.
Foi nessa época que ganhei o apelido que mais me orgulho em toda minha vida: "Cynthia, [não riam], O Corpo".
Por favor não achem que eu me sinto, esse foi o meu apogeu, logo mais começa a queda e declínio do meu Império.
Passado um ano, parei de vagabundagem e comecei a trabalhar, e com isso "adeus treinos de Capoeira". Sem fazer nenhum tipo de atividade física, como qualquer ex gordinha que emagreceu às custas de remédios e não de uma boa e necessária reeducação alimentar, achei que poderia ter o mundo de guloseimas aos meus pés. Ledo engano... um ano depois engordei exatamente treze quilos. E foi aí que começou o meu ciclo de vida particular, que não é saudável como aquele que o Rei Leão fala no filme.
Eu engordo, e, opa, pin upzona Renascentista na área - vamos mudar isso, rápido, rápido, tomo os remédios e emagreço, e engordo de novo, e emagreço, e engordo, e emagreço, etc, etc, etc, ad eternum.
Além de não ser nada saudável já passei muito perreio por misturar remédio com bebida, de desmaiar (apagar mesmo) em plena balada. Já na faculdade, certa vez a coisa chegou a tal ponto que minhas amigas fizeram praticamente uma "Intervenção" comigo e me proibiram de tomar remédio.
Sem contar outras coisas que... deixa pra lá... mas não duvido nada que talvez nos comentários as palavras escada e dublê sejam citadas.
Nossa, estou me sentindo como naqueles depoimentos que apareciam no final de "Páginas da Vida". Nunca tinha encarado isso como um problema mesmo, mas já que é assim vou aproveitar o embalo pra terminar esse texto:
Meu nome é Cynthia, tenho xx anos (também tenho problema em falar minha idade, me deixem), meu metabolismo já não é mais o mesmo, no momento estou com um leve sobrepeso e pretendo emagrecer. Mas dessa vez, sério, sem a ajuda de remédios.

PS: Já fui mais magra que isso, mas a foto que ilustra esse texto é de eu com cinco quilos a menos. Me pesei hoje e descobri isso, triste.

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Cynthia Pinheiro é dona do blog Eu gosto é do estrago e já colaborou com o PhD nesse texto aqui. Você também pode participar enviando seu texto para phdemseilaoque@gmail.com, com nome, idade e imagem que deseja incluir no texto. Mas atenção: o tema do mês já está fechado! Agora o tema é esmaltes. Se você tem uma história interessante sobre essa nova febre, não deixe de participar.

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