Maryah C.: Sem nunca dizer adeus

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Tema de filmes e enredo de muitas histórias.

Um amor mal resolvido pode perdurar, além de deixar a ingênua sensação de segurança, trazida com a substancialidade do tempo, - o senhor da razão; e da liberdade - a da emoção.


Um amor que vive longe e renasce a cada novo encontro. O vizinho que você quase não vê e às vezes aparece para dar um oi...


Você é capaz de esperar a vida inteira por ele sem se doar a nenhum outro, ou se entregar sem trair aquele sentimento.


Você pode desejar por um dia que ele se vá pra sempre, mas o procura na próxima noite, por carência ou diversão. 


Vocês têm um caso, não dá para considerar ou justificar como relacionamento. 


Vocês nem sequer se conhecem direito, mas se dão muito bem. Têm longos e agradáveis diálogos sobre tudo, mas não se imaginam juntando as escovas de dente. Isso marca.


O que vocês “são” pode ser classificado como uma relação de amizade, com alguns benefícios.


O envolvimento de vocês está mais relacionado ao que podem proporcionar um ao outro naquele momento, do que quanto tempo estão e compartilharam coisas juntos.


O único risco durante esta troca, é que você ou ele pode descobrir que está se entregando além do devido, decidir um dia não querer mais voltar, ou encontrar uma leal companhia em um amor de verdade. 


E se no outro dia esse amor se acabar, pode ser que vocês se encontrem novamente. Mas o excesso de carência e a comodidade de vocês não significa que esta é uma relação cabalística e vocês serão viverão juntos, felizes pra sempre. Não. O círculo recomeça.


De tudo isso, como bem diria o sábio, se leva que o bom de brincar com fogo, é que você aprende a não se queimar.

Imagem recebida por e-mail.




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