A loira do banheiro

17:24:00




Porque você não morre?

Era a frase preferida dela. Geralmente dita a minha pessoa, mas sinceramente, mesmo se ela falasse com toda a sinceridade do mundo, eu continuaria morrendo de rir com essa reação.

Ela sempre teve aquele jeitinho delicado de ser, e acabava sendo mais engraçada ainda por isso. Totalmente diferente de mim. Me sentia a OGRA perto dela, mas percebi que ambas tinham um tremendo respeito, simpatia e admiração uma pela outra. Apesar da frase citada acima parecer o contrário...

Eu me tornei a conselheira amorosa dela. Mas também, quando eu ainda tinha paciência com essa coisa chamada sentimento, ela também me emprestava algumas palavras.

Por mais que as idades fossem diferentes, nós voltávamos à adolescência quando conversávamos. E todas as vezes que ela abria seu coração à mim (isso me lembra até uma canção da Madonna dos anos 1980) eu percebia o quanto de mim eu tinha enterrado. Eu me bombava de perguntas das mais diferentes possíveis, como 'será que me tornei uma pessoa fria?' ou 'isso é uma fase?' ou a pior 'me tornei frígida?'.

Eu nunca teria respostas. Uma porque sempre tive preguiça de procurá-las...e outra que se eu era tudo isso ou não, infelizmente ou felizmente não me fazia mal. Mas....será que ela gostaria de sentir isso também?

Pelos motivos que ela passa hoje, eu me tornei o que sou. Mas acredito que ela não quer ter a mesma atitude. Talvez porque pra ela não faria tão bem quanto faz pra mim. Como sempre, como toda mulher... como toda sentimental e sensitiva mulher, ela amava um certo alguém, cheio de confusão, repleto de incertezas e com o dom oficial que os homens tem: a facilidade em desaparecer.

Um dia era um sim, no outro era um não. Hoje, pouco importa... mas, ela pode até se identificar com a frase de Djavan 'eu levo a sério, mas você disfarça'...mas, sentia o tal 'e me remete ao frio que vem lá do sul...'. E o que o destino programava, infelizmente não podia terminar em 1 a 1.

O engraçado era que ela transformava sua condição em alegria. Pelo menos para mim. E ela curtia as piadas relacionadas aos sentimentos que todas gostariam de jogar na privada. Se era uma forma de extravasar alguma energia negativista dela, eu não sei... mas isso a fazia se tornar tão mais forte que eu.

A música é dela. Já que a situação permite. Pra quem não sabe que tem a sorte que tem... KS.

Update 24 de fevereiro de 2011: Hoje a KS está feliz da vida! O amor citado acima hoje tornou-se casamento. Radiante é o sorriso dela estampado no rosto, por ter acreditado no sentimento que ela sempre apostou como verdadeiro. :)


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