Maryah C.: Das coisas que a gente não esquece

13:23:00

Será que o tempo apaga os nossos caminhos errados e mal percorridos? Se não, ele vem à tona para mostrar que talvez o melhor seja não repeti-los. Buscando isso, vamos tecendo outros mesmos caminhos e os denominando destino. E percorrendo-o, passamos a entender que as pessoas podem ser ou ter sido únicas, mas não insubstituíveis. Aprendemos da forma menos provável e mais previsível possível que o novo amor pode substituir um antigo, e sem pensar no risco, algo tão inerente quanto inexistente para o calor da paixão incipiente, podemos enfim (tentar) seguir em frente. Percebemos também, naturalmente, que só a família e os amigos não passam.Daí por diante, o que nos resta e fascina saber é pra que, quando, onde e com quem vamos dar certo.Contando com a sorte e rolando os dados, sem sair de perto de nós e tentando conhecer caminhos nunca antes navegados, permanece, porém, o efêmero. O que um dia te fez feliz, e o que te traz alegria hoje é inexplicável, mas ainda pode te confundir. E você quer sempre mais. Mesmo desconhecendo a profundidade você se joga e se entrega. Por tantas vezes não é correspondido, e nem se arrepende. Você erra e é capaz de reconhecer no que falhou, mas por pensar que desta vez vai ser diferente, segue o mesmo caminho anterior. E tudo se torna um ciclo, às vezes repetitivo, mas nunca igual. A sua história e os seus caminhos vão te mostrando que você é maduro ou forte o suficiente para entender que tudo não acabou por aí, que há mais deles para serem percorridos, e que a escolha final sobre o rumo certo a seguir será sempre sua.

Imagem: Photobucket

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