Desmistificando: Tuka!


Uma garota impulsiva; uma mulher sensitiva. Pode ser até um paradoxo, mas sem culpa. Criadora do seu próprio universo – sem parênteses, sem redomas. Capaz de amar sem desejo, sem intenção de se prender...sem querer invasões em seu mundinho particular.

Pode ter o que quiser sem ao menos querer nada. Pode ser redundante e reticente. Não procura justificativas, vive só e intensamente. Ela convive bem com isso! Tem a competência de amar a si mesma...

Não que isso seja um narcisismo constante, mas dessa forma ela se torna uma espécie de novidade para as mais sensíveis. Cria uma força bruta, mas que não deixa de ter a sua sentimentalidade.

Tem a vida ativa; não para um segundo! Vive por todos os lados, nunca em cantos. O dia seguinte é sempre improvável, mas provavelmente ela não se esquecerá de ontem.

Os inteligentes, gentis e agradáveis a atrai. Mas nunca sai disso. Ela não confia nos homens; não a ponto de se apaixonar. Seria trair o amor por ela mesma! Talvez quem consiga essa façanha não tenha nascido ainda. Os grosseiros, que contam vantagens ou se fingem de mortos a fazem sair correndo. Tem pavor por aqueles que exaltam seus corpos definidos, que não tenham conteúdo para uma boa conversa e só pensam em sexo.

Consegue ter um ataque de risos nas horas mais inusitadas, mas quem a vê pela primeira vez acredita que ela não passa de uma mulher séria. Dedicada – pode ser ausente ou presente. Depende do ângulo e do seu ponto de vista.

Nasceu nos anos 80. A era de Like a Virgin e permanente nos cabelos. Hoje é pra lá de descolada – tem quem acredite que ela se inspira no visual das francesas. Mas ela só busca conforto.

Apesar de ser desapegada, pensa sim em casar e ter filhos, mas não sabe quando isso acontecerá, e nem busca pelo futuro marido. Vive em um momentinho pra lá de egoísta, mas não prejudica ninguém com isso – é só respeitar essa condição e pronto! Sincera ao extremo, capaz de destrinchar uma verdade inventada, uma incógnita. Seu maior defeito é não perder o controle.

Tuka não precisa mostrar condições, pra ela isso é natural e individual. Nem precisa de compreensão: cada pessoa tem a liberdade de ir e vir sem dever nada a ninguém. Talvez o que permite seus olhos de enxergar o cotidiano e descrever com clareza tais comportamentos, é não precisar exemplificar em sujeitos e predicado as suas narrativas. Sem preposições, sem indagações...


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