Mulher em queda, de Colleen Hoover

 



Petra Rose já arrebatou multidões e dominou as listas de livros mais vendidos. Mas, após a reação devastadora a uma adaptação de uma de suas obras, ela perdeu tudo: credibilidade, público e até a vontade de escrever. O ódio viral da internet a transformou em alvo fácil, e cada página em branco é mais um lembrete de que sua carreira pode estar chegando ao fim.

Desesperada para se reerguer, Petra se refugia em uma cabana à beira de um lago, determinada a concluir o suspense que pode salvar sua vida profissional. Só que ela não vai ficar sozinha por muito tempo.

Nathaniel Saint, um detetive misterioso, surge com notícias perturbadoras ― o que desperta em Petra uma criatividade feroz, quase obsessiva. Conforme suas palavras ganham vida, a fronteira entre ficção e realidade começa a se dissolver. O personagem escrito por ela não apenas se assemelha demais com o homem que a inspira… como também parece estar assumindo o controle da história.

Cada conversa, cada toque, cada segredo compartilhado intensifica a conexão entre eles. Mas a inspiração tem um preço, e Petra logo percebe que o caos que trouxe de volta sua voz pode também destruí-la.

O que é real? O que é invenção? E até onde uma escritora está disposta a ir para recuperar a própria narrativa?

Sinopse da editora




É impressionante como a coho é uma sonsa. Antes de começar o livro ela suplica para o leitor não achar que a história é sobre ela, mas impossível não ser. Até a treta que rolou entre os atores de "É assim que acaba" aparece nesse livro. A entrevista durante a turnê dela, assim como o capitulo de meia hora da Petra em uma live são puros desabafos da autora - o que ela gostaria de ter ouvido quando estava no meio dessas polêmicas, as expectativas e anseios dela em relação aos seus leitores, e especialmente nesta parte final, o que ela realmente queria explicar e não teve culhão de fazer, então meteu tudo em um livro.

Teria sido muito mais honesto se ela não tivesse escrito esse prefácio, porque o problema não é ela usar a ficção para romantizar a versão dela dos fatos. O problema mesmo é que o público detesta gente sonsa. Logo, temos aí um lançamento com nota baíxissima nas principais plataformas de avaliação de livros, provando meu ponto.

Além desse livro ser exaustivo de ler, parecendo um cachorro correndo atrás do próprio rabo, o excesso de “contudo”, “no entanto” e “entretanto” dessa tradução é irritante demais. Se deixassem os inúmeros “but” que a autora coloca em sua escrita em inglês, acredito que ficaria menos notável (e irritante) a repetição.

A autora ao invés de se preocupar em criar toda essa conexão instantânea entre os personagens, se preocupou mais em desabafar suas dores, ai não deu pra comprar uma conexão que sequer foi construída.

Fora que a protagonista é uma pessoa pavorosa. Ela passa o livro todo fazendo merda e procurando um monte de desculpas para justificar cada atitude terrível que ela teve. No fim ela estava lá se lascando e a única reação que despertou em mim foi um sonoro “BEM FEITO”.

Enfim, esse livro é pavoroso. Acho que o pior da Colleen Hoover que eu já li na vida. E olha que ela tem muitos livros ruins, hein? Ela pegou um conto que escreveu para uma coletânea com outros autores em 2021 chamado One More Step e fez exatamente A MESMA COISA, mudando a Megan para Petra. Aí enfiou seus desabafos no meio e saiu essa bomba que eu não indico nem para meu inimigo.

Acho que essa foi a pá de cal que eu precisava para parar de ler de uma vez por todas essa autora.

Outros livros da Colleen Hoover que já resenhei (esse post envelheceu feito leite)

Compre Mulher em queda na Amazon (por sua conta em risco)

Postar um comentário

Instagram

PhD?. Theme by STS.