Sete dias em junho, de Tia Williams

 



Eva Mercy é mãe solo, escritora best-seller de livros eróticos e se sente muito pressionada por todos os lados. Shane Hall é um romancista recluso, enigmático e premiado que, para surpresa geral, aparece em Nova York.

Quando Shane e Eva se encontram em um evento literário de forma inesperada, faíscas surgem, mexendo não apenas com os traumas enterrados dos dois, mas também com as opiniões dos literatos negros. O que ninguém sabe é que quinze anos antes, os adolescentes Eva e Shane passaram uma semana louca e tórrida, completamente apaixonados. Eles podem fingir que não se conhecem, mas não podem negar a química que existe ― nem o fato de que seus livros foram escritos um para o outro ao longo dos anos.

Nos sete dias seguintes, em meio a um verão quente no Brooklyn, Eva e Shane se reconectam, mas Eva não consegue confiar no homem que um dia partira seu coração e o quer fora da cidade para que a vida dela possa voltar ao normal. Antes que Shane desapareça, Eva precisa de algumas respostas...

Com suas observações aguçadas da vida criativa nos Estados Unidos, bem como as alegrias e complicações de ser mãe e filha, Sete dias em junho é uma história hilária, romântica e sexy sobre como dois escritores podem ter uma segunda chance no amor.




Eu acredito em momentos certos para ler livros, e talvez eu tenha feito essa leitura em um momento em que não dei o match perfeito com essa história. Acho que também fui tonhona em não relacionar a capa com o tipo de história, porque eu imaginava que leria outra coisa, e não um romance hot. E por fim, cometi um erro gravíssimo que sempre tento ao máximo evitar: criei expectativas em cima do hype do livro. 

A verdade é que Sete dias em junho não me pegou. Gostei dos personagens, gostei de suas histórias individuais, da construção da personalidade de cada um, mas sabe quando parece que falta um pouquinho mais? Eu teria amado ler menos sobre histórias superficiais (que deixaram ao livro um pouco parecido com Sex and the city) e as inúmeras divagações apresentadas em quase todos os capítulos, e mais sobre como Eva e Shane passaram anos lidando com suas problemáticas individuais, mais sobre Audre e Cece e toda a bagagem divertida de cada uma… achei que faltou profundidade, sabe? 

E falando em problemáticas… a do casal, pra mim, não foi nada convincente. Principalmente por se tratar de dois adultos que precisaram de uma intervenção de outras pessoas, mas não me aprofundarei muito nisso para não dar spoiler. 

A parte boa do livro é que Tia Williams inclui algumas camadas muito interessantes na sua narrativa. A história do anel de camafeu é um grande exemplo disso. A forma como Eva lida com sua própria carreira (que parece estar sempre ali na borda, sem se dar conta do efeito que causa em seus fãs), e principalmente, como ela mostra devagarinho pra nós leitores as motivações que Shane e Eva tiveram para escrever Oito e Amaldiçoada. É por isso que já favoritei um outro livro da autora, para quem sabe, ter uma experiência melhor com sua outra obra, mas sem cometer o erro de criar expectativas, desta vez.

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