Trinta e nove

 


Eu sempre venho aqui nos meus aniversários para fazer uma reflexão sobre como foi o meu ano, porque no fim das contas eu gosto de ler sobre os anos anteriores para ver o que mudou na minha maneira de pensar. Desta vez, em meio a um ano cheio de turbulência, no qual tive que lidar com uma perda enorme de uma parte de mim, também tive que lidar com contratempos que a vida costuma jogar no nosso colo para que possamos nos provar do quanto somos capazes de recalcular a rota.

A real é que neste último ano fui forçada a olhar mais para dentro de mim. De focar exatamente no que precisava fazer com a minha vida e seguir o plano sem pegar atalhos. De entender de uma vez por todas que aquele futuro que eu achava estar distante, na verdade estava mais perto do que eu imaginava, e precisava me mover logo para que ele acontecesse. E mesmo no meio de toda a turbulência que essas decisões trouxeram para os meus dias, foi necessário, e portanto, não me arrependo.

Aprendi que muitas vezes o silêncio se faz necessário. Com ele conseguimos escutar melhor a nossa consciência, o nosso coração, a nossa alma. Entendi exatamente o que quer dizer aquela fatídica frase "para cada escolha, uma renúncia", e entendi que para que isso faça sentido, é preciso primeiro aprender a ser paciente.

Compreendi que todos erramos, e com isso vem os ensinamentos, mas também enxerguei que as pessoas que continuam errando, não são minha responsabilidade. Junto a isso, veio o discernimento de que qualquer tipo de relacionamento é uma via de mão dupla, e não cabe a mim administrar absolutamente nada sozinha. O contrário disso é pura romantização.

Tenho aprendido as duras penas também que eu sou uma só.

Diante de tudo que se passa hoje, reparando bem a minha volta, percebo que a vida algumas vezes pode ser um pouco pesada. Se a gente não cuida, nossa cabeça vira um caos e tudo se perde. Mas também é necessário se permitir sentir de vez em quando, ao invés de jogar para baixo do tapete como se aquilo não existisse. Um dia ruim faz parte da caminhada também.

Que uma nova temporada que se renova hoje traga mais respostas e desafios um pouco mais leves dessa vez.

E Sheila... só vai. Nem precisa olhar para trás.

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