Juliana Trinci: Fugindo da tristeza



Nossa vida é atribulada. Correria, trânsito, stress. Uma avalanche de informações e cobranças em como ser melhor do que todos e em tudo. Cobrança de se uma life style digna de herdeiros de grandes fortunas (mesmo que seu salário seja mirrado como o da maioria dos brasileiros). Sempre saber afundo todos os assuntos, mesmo que não seja na área que você é formado ou que não tem nenhum interesse. Ser o profissional mais premiado da área que você trabalha. Ser um cozinheiro que deixa qualquer Master Chef na mão. Com tudo isso, não há ser humano que aguente, e a bad vem sem dó. 
Não estou sendo leviana aqui e falando de depressão, que te deixa doente e sem vontade de viver. Isso tem que ser tratado de maneira séria com ajuda médica e familiar. Estou falando aqui daquele mal estar que aparece de vez em quando e te deixa para baixo, seja lá qual for o motivo (perda de um ente querido, briga com o boy, etc). Quando isso acontece, tem algumas medidas que podemos tomar para aliviar a dor. Não se trata de (mais uma) cobrança para permanecermos felizes. Mas ficar triste é chato, atrapalha sua vida, e não é nada legal, como gostam de pregar por ai. 

Chore. 
Em primeiro lugar, nada de deixar aquele choro dentro do peito. Procure um lugar reservado e chore bastante. Mesmo que seja debaixo do chuveiro. Ou fingir que está com uma dor de barriga. Digo isso porque chorar traz alivio, mas não tem nada mais chato na vida do que estar no meio de um chororô para lavar a alma e ter que explicar para os outros o que aconteceu. Apenas neste momento, tente se isolar, 10 minutos bastam.

Converse.
Você precisa botar para fora seus sentimentos. Eles podem não ter muito sentido no momento. Procure uma pessoa que você sabe que vai te escutar com atenção, sem julgamentos, e que caso tenha feito algo de errado saiba te falar onde você errou te orientando a fazer melhor. Sempre tem alguém que possa confiar: pai, mãe, irmão, professor... Em alguns casos até seu bichinho de estimação (por que não?). Caso não tenha confiança em alguém, escreva. Coloque tudo em um papel e leia depois com mais calma. A ideia é botar pra fora o que sente para tentar colocar seus pensamentos em uma ordem lógica, e não aquela bagunça que fica dentro de sua cuca. Tenho certeza que sua visão sobre o assunto será diferente. 

Mexa-se.
A maioria das atividades físicas aeróbicas liberam endorfina, que nos traz uma sensação de bem estar. Então corra, dance, pule corda, faça algo que cansa bastante, mas no final irá te deixar bem feliz. Sabe aquele CD bem agitado da Beyoncé? Coloque no último volume e dance, sem medo de ser feliz. Faça algo que te traga satisfação. Pode ser passear na rua, ler um bom livro... Para os mestre cucas de plantão, que tal tentar criar uma nova receita? Tente fazer! Adora se maquiar? Que tal testar uma  make bafônica, mesmo que for para tirar depois? Comer brigadeiro? Brincar com o cachorro? Pense qual foi a última vez que você se sentiu relaxada e faça novamente. 

Mantenha-se longe de confusão.
Era uma vez um tempo que as redes sociais serviam para distração, com seus vídeos de gatinhos e memes engraçadinhos. Ultimamente tem sido um campo minado, no qual as pessoas debatem suas ideias com a propriedade de um bacharel, mas com zero conhecimento. Então fuja. Neste momento, não é a hora de ficar discutindo com pessoas e achismos. Essas discussões são inúteis e não levam a lugar algum. 

Sonhe. 
Sonhe com dias melhores, pessoas melhores, momentos melhores. A realidade é nua e crua, mas você pode mudá-la. A vida está ai, e a escolha de viver sempre triste (que é uma coisa chatissima) ou esperançoso é sua.

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