Pearl Jam em São Paulo


Sábado foi um dia muito esperado por mim e minha "turminha". Fizemos contagem regressiva em nosso grupo de Whatsapp e tudo! Aconteceu no Estádio do Morumbi mais um show do Pearl Jam em que tive o privilégio de ir, e devo dizer que nem o calor egípcio seguido de chuva daquele dia estragou o momento. Foram três horas de show, 33 músicas tocadas, 2 pequenas pausas por conta da ventania (que bagunçou bastante o palco) e muito amor envolvido.
A pontualidade da banda (tiveram somente 15 habituais minutos de atraso) mostra como o Pearl Jam respeita sua plateia. Não só respeita como preserva, porque com a ventania que São Paulo recebeu na noite de sábado, o show foi parado duas vezes para que não houvesse nenhum tipo de acidente. E se os raios persistissem, a banda pararia novamente. E como o show duraria tempo suficiente para preencher toda a noite, não houve banda de abertura.

A animação do público foi aquela que já conhecemos no Brasil: todo mundo canta junto, alto, fazendo festa, abraçando o desconhecido ao lado como se fossem amigos de infância... Junto com a gente estava um casal de canadenses que acompanhará o Pearl Jam em alguns shows tupiniquins (e que adoramos conhecer) e eles ficaram impressionados com o volume de nossas vozes no estádio! Era realmente algo bonito de se ver.
E o primeiro momento emocionante da noite foi exatamente esse:

Vocês ficarão envergonhados ao ler que nadei nas minhas lágrimas quando vi essas imagens feitas de um drone da plateia entrando no estádio enquanto tocavam Given to Fly? Espero que não... se solidarizem com minha sensibilidade, por favor. A energia do lugar colaborava para isso, vai... E a chuva começou duas músicas depois, exatamente quando a melodia de Better Man subia e tornou esse momento meio mágico, meio agradecimento por encher um pouco a Cantareira, meio Pearl Jam fazendo a gente nem ligar em ficar molhado o resto da noite...
Mas a surpresa mesmo para mim foi ouvir a música que mais gosto sem nem imaginar que um dia eles poderiam tocá-la em um show que eu estivesse presente. Footsteps não costuma fazer parte do setlist do Pearl Jam e me senti privilegiada em presenciar esse momento tão atípico. Muito obrigada, Sr. Vedder!
E logo em seguida, a tragédia em Paris foi lembrada por Eddie Vedder, dizendo que eles precisavam estar com pessoas hoje. E Imagine, de John Lennon foi tocada em um pedido pela paz.
Falando em Eddie, a simpatia ainda prevalece no pequeno frontman, principalmente quando tenta arranhar algumas palavras em português, anotadas em alguns papéis que o acompanham durante o show, e também tocando Porch com a guitarra confeccionada pelo Sergio, um amigo muito querido que além de ser vocalista da banda Blaymorphed, é um excelente luthier. Espia só o Eddie com a bonitona:

Agora dá uma olhadinha na foto com os responsáveis pela belezinha:
Foto: Eduardo Hamada

Se eu fiquei mega feliz, imaginem o Sergio? (Vejam a história completa neste link aqui)
E o habitual Encore foi ainda mais enérgico. Porque? A banda as seis músicas planejadas, e ainda acabaram voltando depois da despedida para mais um chorinho, de tanto que o público estava eletrizado. E nem era porque alguém tomou choque com os raios vindos do céu não. Era por conta do furacão Pearl Jam mesmo...
O final do show tem aquele gosto de "pelo amor de Deus, toquem mais dez músicas, por favor!". Mesmo cansados, molhados e com fome, perderíamos mais algumas horas ali fácil. E eu não sei explicar que raio de sentimento que essa banda passa pra gente, viu? Parece que eles falam, abraçam e cantam para cada um de nós que marcou presença naquele estádio. Cada música faz a gente lembrar de alguém ou de algum momento, bom ou ruim, marcante ou que poderíamos esquecer, mas que de certa forma toca de uma maneira particular. Simples e particular.
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Come Back e Black foram dedicadas em meu coração à Alessandra Domingues, que deixa uma imensa saudade em todos que tivemos o privilégio de conviver com ela.

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