Gita Habiba entrevista: Contos Primários de um mundo Ordinário - Roniel Felipe.


Contos hilários de um mundo Ordinário - Ilustrações do cartunista Junião.

Tempos atrás, vi a foto de uma garotinha linda, cheia de esperança no olhar e ao saber quem era o fotógrafo, e ver parte do seu trabalho contagiante, não pensei duas vezes: em uma semana estava no ar o - Gente que faz acontecer, estreando o querido Roniel Felipe. Então digamos que hoje, estamos com um Gente que faz acontecer de novo! Com esse profissional incrível da fotografia e desde sempre, do jornalismo. 

Roniel tem um curriculum invejável. E para quem leu a primeira entrevista, dispenso as apresentações. Mas se não é o seu caso, então aproveite e leia qui a sua queridíssima história, com parte da trajetória que só cresce nos meios de comunicação e nas paradas de sucessos de vários casamentos e eventos rs.

Depois do livro - Negros Heróis, uma história que não está no gibi, essa semana, Roniel está lançando o engraçado Contos Primários de um mundo ordinário. Trata-se de uma coletânea, de contos super atuais do nosso cotidiano popular. Digamos que graças ao talento e o intrépido humor do escritor, temos em mãos o prazer da leitura, como se cada capítulo fosse um folhetim de aventuras.

Recebi o link para ler o primeiro conto, A mulher que não sabia boiar e logo depois já estava na expectativa para ler o segundo. E não espere ler algo parecido com ficção científica ou narrativas complexas. Lendo o conto seguinte, Grevistas - Vem a conclusão de que estamos convivendo com pessoas tão normais (ou anormais) quanto a gente, quando tudo nesse mundo parece desconexo ou estranho.

Estou adorando cada apresentação da coletânea e não podia deixar de compartilhar com vocês. Pretendo chegar até o fim dos contos e parabenizar mais um trabalho, entre tantos, que esse super profissional desempenha não sei com quê tempo... E como a gente do PhD tem um acesso VIP (é benhê, VIP) com o moço, ficamos com a entrevista delivery (rápida mas de coração) para que vocês conheçam um pouquinho os bastidores de Contos Primários, e também se apaixonem pela simpatia gratuita do escritor, jornalista, fotógrafo, etecera.com.br... E vamos lá!


[PhD] Contos Primários de um mundo ordinário. Qual é a inspiração e a explicação dessa coletânea?

[Roniel] A inspiração vem da vida que tenho levado. Eu sempre gostei de escrever histórias curtas, mas o jornalismo nunca me deu muito espaço. Nos tempos de faculdade, escrevia crônicas e dividia com minha ex-orientadora, mas a coisa morreu ali e nos blogs. Assinei alguns artigos em jornais, porém com Contos Primários consegui abordar um universo rico baseado nas minhas andanças, amizades, amores, tristezas e no meu mundo de ideias.

Depois de ler os primeiros contos, e rir a beça, me pergunto se a psicologia realmente é uma caixinha de surpresas ou de pandora. Os personagens, você tirou dessa caixinha, ou algum deles é seu vizinho, amigo, conhecido...?

Sim. Contos Primários é, de certa forma, uma maneira de imortalizar lembranças de pessoas que um dia cruzaram o meu caminho. Só que não existe uma regra na forma de retratá-las. Me dou a liberdade de misturar fantasia e realidade. Um exemplo é o conto “A mulher que não sabia boiar”. Essa fábula mistura uma senhora que conheci nas aulas de natação, duas amigas gêmeas que possuo (sendo que uma delas é bióloga marinha) e um artigo do Ivan Martins, que fala das delícias do aprendizado tardio na vida. O livro também tem contos extremamente biográficos como “Carolina” e “Chico Branco, Chico Preto”. 

Será que rola outras coletâneas, dependendo do sucesso garantido dos Contos primários? Há alguns projetos paralelos?

Acho que ainda é cedo pra pensar em contos secundários, mas a produção de contos deve seguir. A resposta do público vai me dizer se a ideia tem futuro. O feedback dos primeiros contos e textos está muito bacana. 

Ao fim de cada conto, você divulga o financiamento coletivo do projeto. (Eu já estou dentro) mas para que nossos leitores fiquem mais antenados e compartilhem da sua ideia e ajuda, conte um pouco mais!

O financiamento coletivo é uma mão na roda para autores independentes e gente que não quer ficar preso ao sistema clássico de edição, no qual o escritor fica com apenas uma pequena porcentagem da grana do produto final. As pessoas apoiam o projeto e, no final, recebem o livro e várias recompensas que vão desde marcadores de páginas até ensaio fotográficos. A campanha dura sessenta e quem quiser apoiar basta se cadastrar no Catarse. 
Eis o link: http://www.catarse.me/pt/contosprimarios#aboutAlém do vídeo da campanha, é possível acessar dois textos gratuitos que mostram o que o leitor pode esperar.





Bom pessoal, esse é o menino de ouro, Roniel Felipe, um cara pra lá de descolado e criativo, domador de ótimas ideias. Se gostou de conhecê-lo ou reencontrá-lo então não deixe de curtir, e acompanhar seus contos de rejuvenescer, com tantos risos frouxos e moralidade. Eu já sou mais uma apoiadora do projeto, só falta você, Follow up!

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