Soraia: Na onda dos musicais (parte II)



Programas sobre adolescentes sempre fazem bastante sucesso. Some a esta fórmula poderosa mais alguns ingredientes: bullying, homossexualismo, religião e... Música! Pronto. Estava estruturado um dos maiores sucessos da televisão norte-americana dos últimos tempos: Glee. A série, que começou despretensiosamente em 2009, é realizada pela Fox e teve a sorte de ter Ryan Murphy como um dos principais roteiristas. Ele é responsável pela abordagem polêmica e, ao mesmo tempo, sutil da série.

Aliás, Ryan é um dos “culpados” de outro grande sucesso da TV norte-americana: American Horror Story, que despertou no público diferentes horrores, como abdução alienígena, testes médicos em humanos, insanidade, violência, assombrações. Em um episódio específico, o roteirista e jornalista também fez questão de incluir uma musiquinha divertida, como vocês mesmos podem conferir neste link aqui.

Para quem não conhece Glee, vamos explicar um pouquinho sobre a série, seus atores e alguns personagens. Trata-se da típica saga dos adolescentes norte-americanos: os populares x dos deslocados. Neste caso, inicialmente, os deslocados resolvem se agrupar no coral da escola, chamado de New Directions (Novas Direções). A trama toda se desenrola em torno deste coral e na superação de preconceitos e dramas individuais e em grupo. As músicas são escolhidas a dedo e o repertório varia entre os musicais clássicos (Chicago, Wicked, The Horror Music Show, Os Miseráveis, entre outros), músicas de bandas já consagradas e músicas pop atuais.

Para ter tamanha diversidade musical, os produtores entram em contato com os cantores e compositores para saber se eles se importariam em terem suas músicas tocadas na série. E, detalhe: NENHUM dos compositores ou cantores que foram abordados negou este pedido. Todos, aliás, adoraram os convites. Além das próprias músicas, outro componente bastante positivo são os atores que compõem a série.

Entre os personagens fixos, destaca-se (sem dúvida), Rachel Berry, vivida por Lea Michele. Lea tem uma história bastante curiosa: estreou aos oito anos de idade na Broadway, vivendo nada mais, nada menos, que a personagem Cosette no musical Os Miseráveis. De lá para cá, acumulou prêmios e atuações, na TV, no teatro e no cinema. Por falar em personagens, em julho deste ano a série sofreu uma grande baixa: o ator Cory Monteith, que interpretava o adolescente Finn Hudson, morreu de overdose no Canadá, sua terra natal. Cory, que namorava dentro e fora das telinhas Lea Michele, já havia se internado no início de 2013 em uma clínica para desintoxicação, mas não conseguiu superar o vício. Os fãs aguardam o episódio que será feito ainda este ano em homenagem ao ator.

Glee já está em sua quinta temporada e também contou com a participação de inúmeras celebridades, como Sarah Jessica Parker, Whoopi Goldberg, Gwynwth Paltrow, Kate Hudson e Britney Spears. Aliás, Glee é sucesso dentro e fora da televisão. Em 2010, a pedido de suas filhas, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama convidou os integrantes da série para se apresentarem na Casa Branca. Quer honra maior? Espere, ainda tem mais. Os atores saíram em várias turnês pelos EUA para apresentarem ao vivo as músicas que faziam sucesso na TV. A demanda pelos shows foi tanta que resultou em um filme sobre os bastidores das apresentações.
Paralelamente à série, Ryan Murphy criou ainda The Glee Project, um reality show para selecionar os próximos atores/cantores para a série. Ela durou apenas três temporadas.



Com este pontapé inicial, outros produtores e emissoras apostaram na fórmula Glee de misturar drama e música. Foi o caso Smash, que estreou em 2012 na emissora NBC e retratava os bastidores da montagem de um musical na Broadway. Mesmo sendo bem recebida pelo público, a série não emplacou e foi encerrada em sua segunda temporada, este ano.

Mesmo não tendo como foco principal a música, outras séries e novelas foram picadas pelo bichinho dos musicais. Nos Estados Unidos, um dos exemplos foi a série Two and a Half Men, que no episódio “Grab a feather and get a line” teve uma apresentação musical, que contou com as vozes de dois dos personagens principais, vividos por Jon Cryer e Ashton Kutcher.

No Brasil, o bichinho pôde ser conferido também este ano, no último episódio da novela Guerra dos Sexos. O personagem vivido pelo renomado ator Daniel Boaventura consegue realizar seu sonho e se torna um cantor de musicais. Parte de seu talento foi conferido na telinha, o que ajudou sem dúvida a popularizar ainda mais os musicais no país. Além disso, o ator contribuiu com duas canções que ajudaram a compor a trilha sonora da novela da Globo.



E você? Já está dançando e cantando por aí? Continuaremos falando mais sobre o tema nas próximas semanas.


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