Soraia: Um lar para chamar de seu

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Há um momento da vida, ainda que isto demore bastante para algumas pessoas, em que é necessário sair da casa dos pais em buscar de um cantinho próprio. No entanto, fica sempre aquela dúvida: é melhor alugar ou comprar um imóvel? Tentando responder a essa pergunta, conversei com vários economistas e pessoas da área. Mas as respostas mais me deixaram confusa do que ajudaram, pois a maioria disse “cada caso é um caso”. E aí, um simples post que tentava trazer uma luz para indivíduos que, como eu, já se questionaram sobre isso, tornou-se algo desafiador. Assim, o jeito que encontrei para tentar encontrar uma solução foi trazer justamente uma série de questionamentos que podem fazer com que você pense se é o momento certo para sair de casa e se é melhor alugar ou comprar um imóvel.

Take it or leave it 


Sair da casa dos pais não é uma decisão fácil. Afinal, normalmente temos uma personal fadinha, também conhecida como mãe, que nos prepara deliciosas refeições, lava e passa nossas roupas e está sempre disposta a nos ajudar e ouvir. Porém, chega um momento da vida em que queremos mais coisas, queremos nosso próprio espaço e que ele não se limite a um quarto. E a partir daí temos que tomar uma decisão: permanecer do jeito que está ou buscar novos caminhos. Para alguns esta decisão acontece já no final da adolescência, quando temos que estudar fora da região onde vivemos. Quando isso ocorre, geralmente optamos por dividir o apartamento com colegas ou irmos para repúblicas. E, depois de quatro, cinco ou mais anos, e é hora de voltar para casa, sentimos que já não mais pertencemos àquele ambiente. Talvez seja por isso que muitas pessoas que estudam fora, quando voltam ao local de origem, optam por alugar um imóvel, pois não mais se adaptam à casa dos pais. Seja qual for o motivo que o levou a tomar tal decisão, é importante ter em mente um primeiro aspecto: querer não é poder. Não é porque não aguenta mais seus pais, vizinhos, irmãos ou qualquer outra pessoa que você tem que sair de onde está. Isso porque, quando tomamos a decisão de morar fora de casa, temos que arcar com tudo que vem junto com ela. Como diria o Tio Ben, do Homem-Aranha, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Então, não é só alugar um imóvel; é ver se você terá condições de bancá-lo, o que inclui aluguel, condomínio, água, luz, gás, telefone, supermercado, gastos com manutenção, entre outras coisinhas.


Estou preparado. E agora? O que devo fazer? 


Certo. Então, você ganha bem o suficiente para morar sozinho e se sustentar. Ótimo. Já é um bom começo. Agora, você precisa decidir se quer comprar um imóvel ou alugá-lo. E mais: se for comprar, se o imóvel será adquirido na planta ou escolherá algo usado. Vamos à primeira opção: aluguel. O aluguel é mais recomendado àquelas pessoas que não têm muito dinheiro guardado e não possuem a menor intenção de entrar em uma dívida de longo prazo. Os contratos, embora minuciosos, garantem mais liberdade aos locatários e esses podem aproveitar para ver se realmente estão tomando a decisão certa. A opção também serve para você ver se realmente conseguirá aguentar pagar todas as contas sozinho. Enfim, a curto prazo pode ser uma opção bastante interessante.

Outra opção para quem quer mudar com uma certa rapidez é adquirir um imóvel usado. Tendo dinheiro em caixa ou podendo bancar um financiamento/carta de crédito, muitas vezes o valor de uma parcela sai quase o equivalente a um aluguel. Assim, vale a pena investir seu dinheiro em algo que ficará contigo.

Atualmente, as opções são muitas para conquistarmos esse sonho e sugiro que vá a diferentes bancos para ver qual é o que oferece melhor taxa de juros para que não saia tão lesado. (Mais informações sobre esses caminhos comentarei na semana que vem) Agora, se você quer sair de onde está, mas não tem tanta pressa e nem quer gastar o dinheiro com aluguel, uma opção bastante utilizada é a compra de imóveis na planta. Ou seja, você visita um apartamento decorado, escolhe um modelo de planta e espera dois ou três anos para que o prédio seja construído. Essa modalidade tem vantagens e desvantagens. As maiores vantagens estão na valorização do imóvel e no tempo que você tem para juntar dinheiro tanto para abater a dívida junto à construtora, como para a reforma (esses apartamentos, ao contrário dos imóveis para aluguel e de imóveis usados, geralmente vêm sem qualquer móvel ou piso. Dessa forma, você tem que gastar um “pouco” para deixá-lo habitável). Já as desvantagens estão nas prestações anuais e semestrais (que geralmente são bem salgadas) e também no atraso recorrente das construtoras na entrega dos imóveis, o qual varia de seis meses a mais de um ano. Assim, o que se percebe é que esta não pode ser uma decisão feita de uma hora para outra. Como tudo na vida, exige planejamento e dinheiro. E aí? Você está realmente preparado?


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