Gita: O Gigante acordou porque a sua democracia ainda tem fé


"Dói em todos nós" - Ensaio PhD com Tuka - Gita - Soraia - Iatan
O Brasil está em reforma. Ainda não é a Agrária, mas desde sempre o povo receitou a fórmula de como manifestar seu protesto. A cada década e falhas mil, os brasileiros participaram, diretamente ou indiretamente do ciclo político que não sustenta seu país. Muitos políticos esqueceram de praticar as palavras de ordem e progresso, como muitos brasileiros também esqueceram de praticar o voto consciente.

Em uma semana, apenas uma semana, o que começou como cansaço geral da nação, se tornou mais um movimento radical para tentar mudar uma questão. Apenas uma, mas é a que todos os dias aperta o calo do povo. O direito de ir e vir está no limite, ao contrário das promessas sem limiar de direito adquirido para a população. 

As opiniões estão formadas, as ruas tomadas por revolta, manifestações, vandalismo. E tudo isso é só o começo? Creio que não. Em outras décadas, fomos às ruas, levantamos bandeiras sem patrocínio partidário, apenas democrático, a última inclusive, destituiu um presidente - O Impeachment do Collor. E foi assim que tiramos do dicionário mais uma palavra que tem poder ético, que nas mãos do povo, tem aptidão de cobrar o que foi roubado.

O começo está nas obrigações de todos os dias, está na consciência de cada um em entender e conhecer a capacidade deste país, e saber qual é a sua parte no todo. Os políticos sabem que estão lá para agir por você e pelo país, mas se você não sabe como funciona o poder, que força de argumentação um povo tem?

De tudo o que está acontecendo, devemos reformular essa militância para que não seja dissipado o foco, a força, para que se organize mais e mais entidades interessadas em manter a atividade administrativa desse país. E cada um que se diz votar a favor da pátria, não ignorar a observância, questionar os fatos, usar do histórico político para não deixar esquecer o que aprendemos com todas as lutas que não é contra o governo mas os governantes. 

O que acredito e todo brasileiro deveria acreditar, é que estamos no caminho certo. Estamos criando slogans que tem repercussão em massa e faz com que uma atitude soma-se a outra e de repente multiplica uma nação. Vamos usar do ufanismo, da repressão moral, vamos usar da mesma arma que muitas vezes o sistema já usou com a população... Quem não se lembra do slogan "Brasil: Ame-o ou Deixe-o", onde "amar" é sinônimo de aceitar o arbítrio institucionalizado e "deixe-o" é justificativa para prisões e exílio a que centenas foram submetidos na época dos anos 70, onde Médici comanda uma política determinada a exterminar grupos de esquerda...

"O hino da Copa de 1970 era cantado pelo país: "noventa milhões em ação, pra frente, Brasil do meu coração (…) Salve a seleção". A euforia gerada na população pela vitória na primeira transmissão ao vivo de uma Copa levava-a às ruas para cantar versinhos patrióticos, misturando governo e futebol em um carnaval fora de época." - Vamos usar dos argumentos sólidos como armas contundentes, podemos usar da mesma tática para fazer calar e volver o sistema. Virar as costas no estádio lotado na hora do hino nacional, cantar em coro um grito de guerra social, sem banalizar as questões por qual se luta, sem vandalizar o que já é patrimônio!

Tomara que a política e os dilemas sociais façam parte das conversas de mesa de bar, que nossa cultura aprenda a gostar de respeitar a luta por todas as classes operárias, é preciso ouvir todos os lados, é preciso socializar a opinião alheia... Então hoje, a turma do PhD vem aderir de alguma forma a manifestação por mudanças. E estamos de olho roxo, para dizer que dói em todos nós qualquer tipo de violência.

Exponha-se. Agora deixo vários links para que você possa participar de alguma forma do que vai entrar para a história como mais um movimento por justiça pública. Não esqueçamos dos 50 anos em 5 de Juscelino Kubitschek. Cinquenta anos de progresso em 5 de mandato. Agora é a vez dos 0,20 centavos!

Protesto - Ação "Dói em todos nós"  





As imagens da Ação que fotografa artistas com o olho roxo, fazem referência ao ferimento da repórter da Folha de S. Paulo Giuliana Vallone, atingida por uma bala de borracha durante a manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público.



A outro lado da mídia, a repercussão dos fatos das manifestações de rua. 

Blog do Jornalista - Leonardo Sakamoto



Saiba as notícias sobre as manifestações e todo o movimento pelo qual o gigante tem que acordar, por um ativista.





Um chamado à Polícia.



Um chamado a nação. O desabafo de um, na voz de milhões. Agora é com você brasileiro. 



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