Iatan GM em: Dependência


Em seu quarto, viu que roer as unhas não adiantaria. Percebeu também que arrancar os cabelos só a deixaria careca, feia e infeliz.

Devia fazer uma mudança em sua vida. Erguer a cabeça e agir como a Melissa de sempre.

Ele tinha tanta coisa que precisava dizer e não conseguia achar voz. Eram coisas que expressava com os olhos, com seus gestos. Coisas que buscava apresentar levemente, tentando torná-la de alguma maneira dependente dele.

Mas Melissa era bicho selvagem. Não podia, não conseguia e não merecia ser domada. Ela nasceu presa, mas procurou e lutou pela sua liberdade. A dependência era como correntes ou algemas. Preferia a cadeira elétrica. Preferia a morte ao fim da sua liberdade.
Em seu peito a saudade apertava sem piedade. Sentia não haver remédio algum para amenizar essa dor. Tudo no mundo era pequeno comparado a essa sensação.

Era uma noite inquieta e incompleta. Muda. Cega pelo brilho das estrelas. A lua cheia, aparentemente sem paciência com o rapaz que a encarava desolado.

Ele sentia-se mal por estar sozinho. Girava os ponteiros para o lado contrário em uma tentativa frustrada de voltar no tempo, retornar e não fazer o que havia feito.
Não era católico. Não era evangélico. Não era espírita. Não tinha religião, mas rezava para algum Deus implorando para que ela voltasse. Ele sabia que funcionaria.

Melissa não aguentava mais. Havia algumas malditas palavras que rasgavam sua língua e quase quebravam seus dentes implorando para sair. Ela já estava dependente, já havia perdido sua liberdade, já se prendera aquele jovem coração.

Tentou resistir, e por ser tão forte conseguiu fazê-lo por muito tempo. De vez em quando sorria, mas no fim de cada sorriso vinha um ponto de interrogação.

A resposta para seus sorriso era ele. Ela sabia.
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Espero que tenham gostado conto de hoje, mas aproveitando meu espaço aqui quero dizer umas palavrinhas pra vocês.

Segundo o antigo calendário nossos dias acabam em 2012. É claro que essa previsão do fim do mundo é uma baboseira, galera... vide as furadas que presenciamos em 2011 e nos anos anteriores. Mas, que tal vivermos 2012 como se fosse realmente o último ano de nossas vidas? Vamos procurar fazer aquilo que já estamos adiando desde dois mil e pouco e até hoje não saiu da vontade. É hora de tirar os planos do papel!

Neste ano, vamos criar metas e fazer promessas, mas não me refiro às metas fúteis como perder/ganhar peso, comprar aquela roupa, ou aquelas besteirinhas que eu sei que está no topo da lista de muita gente. De boa, que tal valorizar que realmente nos valoriza? Que tal tentar sorrir mesmo quando nem tudo estiver correndo bem? Decididamente, nosso principal desejo em 2012 deve ser evitar aborrecimentos. Queremos uma vida leve não é mesmo?

Em 2012 vamos levar as coisas a sério, mas com ânimo. Vamos superar os desafios, e na hora do aperto vamos usar o típico jeitinho brasileiro e lembrar que no fim, tudo que tem que dar certo, dá certo. Vamos procurar estar em boas companhias, mas quando obrigados a estar juntos de pessoas não tão agradáveis, vamos fazer um esforço pra suportar. Vamos ajudar quem precisa, quando pudermos. Não vamos fazer com ninguém o que não desejamos pra nós mesmos.

Vamos tentar viver um dia de cada vez. Vamos aprender a extrair dos maus momentos pelo menos uma gota de felicidade, porque isso é possível.

Desejo que esse ano que está começando agora seja o melhor de todos.

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