Eu e a balança

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Desde pequenininha, sempre fui magrela. Daquelas que morriam de vergonha de colocar uma saia e mostrar os cambitos.

Até os 6 anos, fui uma criança fofinha. Depois disso, estiquei, estiquei... e virei uma tábua. Quando somos crianças, nem ligamos pra isso! Nossos joelhos são grandes e cheio de hematomas! Mas, como tive uma infância saudável, vivia andando de bicicleta no condomínio que morava e minhas pernas eram finas... da panturrilha grande! E como toda adolescente, tudo em mim cresceu desproporcionalmente: o cabelo era ruim, o nariz e a orelha cresceram mais do que os olhos e a boca, o joelho continuou grande e meu corpo continuou magrelo (hoje eu fico besta como as meninas já têm curvas e parecem ser mais velhas que eu!). E até então, desde os 7 anos até minha adolescência, minha mãe se dedicava integralmente em me fazer engordar: tomei Biotônico, tomava aquelas vitaminas horríveis de abacate (com o nariz tampado) e aprendi a comer todos os legumes e verduras do mundo. De nada adiantava.

Lá nos meus 17 anos eu comecei a ficar mais ajeitadinha. O rosto ficou assimétrico, as pernas eram magrinhas, mas nem tanto (já que os joelhos decidiram colaborar em ficar no tamanho adequado), mas eu continuava MUITO magra. Foi nessa fase que parei de crescer, e estacionei eternamente nos 41 quilos, com 1,62m. Mas, diferente da infância, passei a ter um apetite de leão e não via efeito algum na minha boa alimentação. E nada era diagnosticado para explicar tamanha magreza: era meu biotipo mesmo.

E para vocês que já começaram a pensar que eu fui uma garota de sorte, engano seu, ok? Quando você é adolescente, quer ter os seios do tamanho de suas amigas, quer usar roupas que não te deixem com cara de criança e dependendo do grau de educação das pessoas com quem convive na escola, pode até ganhar apelidinhos. Ainda bem que não tinha problemas com esse último citado (na escola, porque o meu irmão...)

Depois de desencanar com isso, ganhei alguns quilinhos. Mas isso só aos 24 anos. Passei a ter 48 quilos e usar manequim tamanho 36. Deixei de comprar calças para crianças e usar roupas de adulto de verdade! E até o ano passado, por mais que eu comesse, ainda tinha muita dificuldade pra ganhar peso. Mas como a idade chega pra todo mundo e eu já tinha cansado de escutar que depois dos 25 muita coisa muda, tudo que eu comia demasiadamente desde os 17, passou a fazer efeito. Não que eu tenha ganhado muitos quilos a mais, mas a celulite que nunca tinha aparecido começou a dar indícios que estava com vontade de dar um 'oi' na minha bunda, a barriga começou a crescer em, digamos 1 mês, e uma coisa que eu nunca tinha feito na vida, passou a ser adotado na minha rotina: malhar. Não por me sentir gorda, mas pra não ter uma barriga desproporcional ao resto do corpo. Aonde eu tô querendo chegar? Quando eu era criança, mesmo tendo joelhos grandes e pernas finas e cheias de hematomas, eu não deixei de aproveitar minha infância. E o mesmo aconteceu na adolescência. Eu queria ter seios maiores, mas não deixei de adorar minha juventude por conta disso. Minha briga com a balança durou praticamente 20 anos, mas não por vaidade, mas para parar de pegar gripe a cada ventinho que eu pegava nas costas. Hoje, mesmo com meus seios pequenos, minha pancinha pela qual eu tento perder só pra não me desfazer dos meus jeans e minha panturrilha mais gordinha que a coxa, me sinto linda, sexy e de bem com a vida. Sem grilos em ter que me pesar todos os domingos. E assim como eu, e como tantas outras mulheres lindas magrinhas ou gordinhas, temos que gostar do que somos, mas sem deixar de cuidar da saúde. Afinal de contas, basta só saber como ser bonita, porque bonita todas nós somos! Nosso mês especial sobre dietas está a todo vapor e esperamos por sua história para ser publicada aqui! Que tal mandar um e-mail para phdemseilaoque@gmail.com e contar sua experiência com alguma dieta?

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