A lenda urbana de Pedrita


Nós mulheres temos diversas famas eloquentes: sexo frágil, confusas e sensíveis são as principais. Porém, hoje falaremos sobre o adjetivo insatisfeita.

Começando pela estética: quem tem cabelo liso quer enrolar e quem tem cabelo enrolado quer alisar – essa é a situação mais comentada pelos homens. Quem é loira quer ser morena, quem é morena quer platinar, quem possui seios fartos quer diminuir e quem têm peitos pequenos quer aumentar. Porque não gostar de você como já é?

Colocando isso em prática na vida, a coisa se complica ainda mais: Quem é solteira quer namorar, quem namora quer se libertar, ou, se namora simplesmente não está satisfeita com o relacionamento!

Para a história ficar melhor compreendida, vamos inventar uma personagem. Seu nome será Pedrita:

Pedrita namorou um ano com Joãozinho, por quem era perdidamente apaixonada. Mas a coitada da garota se sentia muito sozinha e abandonada, pois seu namorado era muito dedicado ao trabalho e queria estudar para o vestibular aos finais de semana. Mal se viam e seu telefone com o nome dele nunca tocava! Por insegurança, ela não saía com as amigas e passava praticamente todos os finais de semana em casa assistindo “Zorra Total”, quando não ia rapidamente ao cinema assistir qualquer coisa em um horário adequado ao parceiro, pois ele precisava acordar cedo no domingo para estudar mais. Isso quando ele não decidia bater uma bolinha com os amigos, para distrair, já que sua companhia não tinha o mesmo efeito relaxador de uma partida de futebol com um bando de marmanjos. Nossa personagem então decide ter uma DR com Joãozinho, o qual decide então por um ponto final nesse namoro, por acreditar não poder fazer nada pra deixar a namorada feliz. Afinal de contas, ele está apto a dedicar-se à tudo, menos a um relacionamento. Pedrita sofre, mas acredita fielmente em Joãozinho, e o defende para as amigas que dizem que o fulano não foi sincero com ela, mesmo começando um namoro com a gostosa do trabalho dele ou a irmã de um dos caras do futebol.

Mas, por conta da carência afetiva que assola sua vida, Pedrita se envolve com um outro alguém. Um mocinho com um ar interessante que conheceu em um desses encontrinhos que a amiga chamou, que leva um outro amigo, que conhece um outro amigo e vira algo parecido com esses encontros de Orkut. O Zezinho é um sujeito que não possui muitas ambições profissionais na vida, têm muitos sonhos e banca suas saídas e bebidas com o dinheiro do pai. Tem seu próprio carro, mal entra nas aulas da faculdade e vive em baladinhas com os amigos. Pedrita precisava tanto de alguém que a divertisse assim!

Alguns meses se passaram e lá estava ela reclamando do mais novo affair. Ele não pensava em trabalhar, era meloso que só, e pelo fato de não ter o que fazer o dia inteiro, ligava para ela de meia em meia hora para não falar nada. Ainda reclamava se ela não tinha assunto para debater! Se sentiu tão sufocada que decidiu ter uma conversa mais séria com ele. Se segurou para não dizer que ele não podia viver na vagabundagem, mas frisou insistentemente que estava insatisfeita quando ela estava cansada e preferia ficar em casa, e ele ao invés de ficar com ela, preferia sair assim mesmo com os amigos. Vendo que nada ia mudar, resolver por um ponto final com Zezinho.

Pulou de um abitolado para um vagabundo. E mesmo experimentando os dois extremos, se viu novamente envolvida por um primo de uma amiga. Um rapaz que só queria saber de sexo, desaparecia quando ela dava as caras e toda vez que se encontravam, queria a arrastá-la para o motel mais próximo. Um tipo canalha que ela se deixou envolver só porque ele era lindo. Mas só foi falar em relacionamento sério, ele recuou, dizendo que não estava preparado para um namoro, já que tinha terminado um recentemente.

Mas poxa vida, onde será que Pedrita errou? Porque ela só dá bola fora?

Não vamos colocar em pauta mais uma vez sobre o assunto que todas nós do PhD já cansamos de falar: muitas mulheres, por acreditarem que precisam de um homem para ser feliz, acabam investindo em relações furadas por pura cegueira. Mas aqui também está em jogo o fato de nem saber o que quer pra si só.
  • Já experimentou se namorar mais, sem namorar outros, e ser fiel à esse seu relacionamento consigo, como a Bruna disse no post anterior?
  • O que você quer em um relacionamento? Arranjar um cara pra casar ou alguém que te faça momentaneamente feliz?
  • Você prefere alguém que pense em um futuro ou que só olhe para o presente? Um meio a meio disso está bom, não está?
Não adianta querer investir em algo que você nem sabe que rumo que quer que isso tome. A Pedrita certamente sonhou com o príncipe encantado, mas não fazia ideia de como gostaria que ele fosse, ou como um príncipe a agradaria... Quando tinha um bonzinho, queria um cara mais maldoso, quando encontrou um maldoso, queria alguém mais carinhoso, quando encontrou o carinhoso, logo se encheu! E metendo os pés pelas mãos nada de maduro será agregado e quando o Bambam da vida de Pedrita realmente aparecer, não dará conta de como começar uma história sem dores de cabeça, naturalmente e de forma saudável. Porque, afinal de contas, todas as mulheres sabem o que querem, só não pararam ainda para enxergarem o do que tudo isso é feito.

4 comentários:

  1. Muito legal She, parabéns pelo texto. Alias todos os que eu li são ótimos. Sempre que tenho um tempinho venho aqui ler ahaha adoro todos. Beijão.

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  2. Parabéns pelo blog, pelos textos e pelo texto da Duanny. Fantásticas vocês.
    Beijos
    Cleo

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  3. Muito bom, mulheres são complicadas e ponto! rs
    Ah que lindo o texto da Dunny, conheci o blog de vocês pelo dela!
    beijos

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