Iatan GM: Devemos curtir o novo som da Sandy? Sim!

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Todo mundo cresce, a gente sabe. Mas quem diria que a mocinha que anos e anos atrás se negava a abrir a porta para o carinha que veio da pagodeira, e o mandava curar a canseira bem longe do colchão dela, estaria lançando seu segundo CD de inéditas após a separação da dupla que formava com seu irmão?
Eu sempre soube que a Sandy iria seguir em frente firme e forte, desculpem se vocês discordam, mas eu sempre tive fé nessa filha do Chitãozinho & Xororó, que se não me engano foi quem pegou mesmo a maior parte do talento do pai.
A dupla de irmãos chegou ao fim em 2007, e após um longo período, Sandy lançou em 2010 o seu primeiro registro solo intitulado “Manuscrito”. A música “Pés cansados” foi o pontapé inicial para a moça, que desde então se dedica à sua carreira solo. Ainda em 2010 ela saiu em turnê, e em 2011 lançou o “Manuscrito - Ao Vivo”.
Sandy mudou muito. O trabalho dela não é nada comparado ao pop adolescente que ouvíamos com Sandy & Junior, isso é fato. O "Manuscrito" é isso, o amadurecimento – ainda que tardio - da menina que cresceu diante do público. Dá pra dizer que o público diminuiu, e sejamos sinceros, isso se deu pelo fato de a MPB ainda não ser tão bem aceita pelo grande público.


Mais um passo de seu amadurecimento se deu com o lançamento do seu EP com inéditas, "Princípios, Meios e Fins”, que saiu em 2012, trazendo a música “Aquela dos 30” como carro-chefe.



No inicio da semana Sandy finalmente mostrou aos fãs seu tão aguardado novo CD, o simples e carismático “Sim”. O álbum é composto pelas músicas presentes no EP lançado anteriormente e mais algumas outras músicas novas. O trabalho não difere muito do seu primeiro CD, a sonoridade é muito semelhante, e eu particularmente me apaixonei pelas letras da moça. Mas há surpresinhas no CD, a faixa “Aquela dos 30”, por exemplo, tem uma pegadinha pop e gruda fácil. Sandy cantando “cara bonitinha e na cabeça não tem nada / pede champanhe com foguinho na balada” e “porcentagem de gordura e de neurônios é proporcional” na música “Ponto final” remete um pop-rock que até me lembrou da antiga Rita Lee. Das músicas que também merecem destaque estão: a faixa-título “Sim”, “Escolho você”, “Ninguém é perfeito” e – minha preferida - “Morada”.
Esse CD vem para mostrar o motivo pelo qual Sandy é um dos bons exemplos da música nacional, pois mesmo diante de toda a fama, ela não se deixou levar pelas tendências do mercado e se ateve a fazer o que quer e o que faz de melhor, sem perder sua essência.

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