O melhor show da minha vida

No final de semana retrasado pude garantir o ingresso do show de uma das minhas bandas preferidas da adolescência: o Pearl Jam. Como os caras de Seattle também são especiais para meu gato, já estamos preparando a emoção pro dia 4 de novembro.
A felicidade foi tamanha que inspirou um post. Algumas amigas queridas me enviaram suas experiências no melhor show da vida delas. Pra algumas foi difícil eleger um, mas aqui estamos para dividir com vocês e tentar passar um pouco do sentimento que foi viver essa experiência (pode parecer bobo, mas a adrenalina do momento é tamanha que se torna uma incrível experiência de verdade!).


Daniela Castilho
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"Em 1992 fui ao meu primeiro show do Guns N' Roses. Neste dia, choveu e Sampa parou. Fui a pé da estação Armênia do metrô ao Anhembi, e o show havia sido cancelado. No outro dia, em cima da hora, ouvi na 89FM que o show seria às 18h, era 17h. Corri, fui barrada num portão e entrei por um buraco que havia lá. Por descuido do segurança fiquei de cara com o palco. Quando o Axl entrou, lindo e louro, cantando Welcome to the Jungle, passei mal e desmaiei.Fui parar na enfermaria a quilômetros de distância e mal vi o show! Fiquei em observação (esta história dá um livro espírita, mas fica para uma outra oportunidade) e dezoito anos depois, eles voltam, sem a formação original, mas voltam.
Como sempre Axl não poderia deixar de ser grosseiro (mesmo assim é um dos meus ídolos) e nos deixou esperando por mais de 2 horas para subir ao palco.
Quando ele entrou, gritando meio desafinado e rouco Welcome to the Jungle, baby... meu coração quase saiu pela boca, meu corpo ficou arrepiado e a emoção foi tão grande que gritei meia hora sem parar. Adrenalina pura!
Me senti uma adolescente de 17 anos, com aquela faixa amarrada na testa, dançando a coreografia meio gay de Axl em Patience (que infelizmente ele desafinou feio) e chorando feito criança.
A emoção foi e é indescritível. Eu achava que seria um show como qualquer outro, afinal eu, uma mulher de 34 anos, madura, sem estes lances de tiete, me comportar de tal maneira,j amais! Mas não, sou uma adolescente de 17 anos ou menos (Graças a Deus), que chora de emoção ao ver seu ídolo.
Apesar de ter ficado na arquibancada e acompanhado o show de binóculo,ouvir Axl rouco e desafinado, foi sem dúvida o melhor show da minha vida!!!
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Em dois anos fui em 9 shows do Teatro Mágico. Minha mãe diz que é fanatismo, mas para mim é terapia pura!
Falar o que sinto durante o show é um tanto quanto difícil, pois não sei descrever, mensurar.
Eu choro, eu dou risada, eu viro novamente a velha e boa menina de 17 anos, que pinta a cara, usa nariz de palhaço, veste uma saia de trapos semelhante a do Fernando [vocalista], fico horas intermináveis nas filas, debaixo de sol ou chuva, só pra poder ficar grudada no palco próximo à ele.
A poesia e o carisma de Fernando Anitelli me encantam, me hipnotizam.
Mais o melhor show de todos, o mais emocionante foi o de São Bernardo do Campo em dezembro de 2010, no qual o Fernando se jogou na galera... foi lindo! Todos entraram em delírio e eu óbvio, tirei uma casquinha daquela bunda maravilhosa que ele tem!
Mas o êxtase foi o momento da foto, em que ele viu minha tatoo gigante,com uma frase dele.
Ele se emocionou, acariciou minha tattoo algumas vezes, me deu um abraço apertado e um beijo. Eu quase morri de emoção!
Senti minhas pernas tremerem, minha boca amolecer, foi lindo!
O que eu sinto nos shows é uma energia tão forte que revigora minha alma; toda a deprê adquirida durante os meses que antecedem um show somem naquelas poucas horas de música poesia!
O TM ficou no lugar da Legião Urbana e Fernando de Renato Russo...
Enfim, cada show é diferente, sinto coisas diferentes. Só quem está lá entende!"


Claudia Kievel
" Depois de assistir Mayer Hawthorne e Janelle Monae no palco do Summer Soul Festival, que estava todo embriagado naquele clima final de tarde good vibes, entra nossa musa cheia do seu glamour decadente que apaixona, Amy Winehouse. O espaço do Anhembi Morumbi começou a ficar apertado e cheio de expectativas mil. Será que ela vai errar alguma letra? Será que ela cai? Será que ela cospe na gente? Ai o que será???
Mas nada disso aconteceu. Minha diva estava cansada, os shows no Brasil são os mais cansativos imagino eu..., a gente vibra como ninguém!
Então 'faltou aquele brilho no olhar, faltou fazer algo além do roteiro', isso pro resto, não pra mim! Alias eu e meus amigos todos estávamos empolgadíssimos por vê-la ao vivo e ter o prazer de ouvir aquela voz maravilhosa. Ela cantou o álbum "Back to Black" quase inteiro! Pelo que me lembro faltou uma musica apenas... Mesmo com todos os pesares, nem a falta de cerveja durante TODO O SHOW dela nos fez desanimar!
Nem fez falta na verdade. Agora, o ápice de empolgação pra cantar junto com ela foi quando as primeiras notas de "Valerie" sairam do palco e voaaram pelo ar. Ô musiquinha mais delicia desse mundo!
Ai foram choros, abraços, gritos desafinados. Depois de mais algumas músicas ela se foi, sem adeus, sem até logo. Muito má! Até voltar ao palco com "Me and Mr. Jones", que eu aceitei muito bem como desculpas! Tá perdoada, sua linda!! Sai do show com brilho no olhar, felizona de ter visto aquela coisa louca ao vivo. Mesmo com tooodos os mil comentários chatinhos da critica nos jornais horas depois.. "ela estava desanimada", "deixou a desejar", "a Janelle foi melhor" blablabla...
Pois eu digo que, ela poderia vir com o copinho de uisque dela, acabada ou não, afim ou não de cantar, jogada no chão ou como fosse, ter o prazer de poder vê-la e ouvi-la é maior que toda essa preocupação de perfeição. Alias a graça e o encanto dela era justamente isso, a ausência total e absoluta de perfeição."

Agora... se preparem que a próxima história é longa e divertida...

Rebecca Catalani 

Have you ever?
Eu sempre pude me considerar uma sortuda em shows. Meu primeiro show de rock foi Pearl Jam em 2005, em que eu ganhei o ingresso de um amigo do meu pai.
Ganhar o ingresso pra mim já foi uma sorte tremenda, visto que eu nunca tinha ido em shows. E este foi num estádio, PLAU. O Eddie cantou Ramones, PLAU. E eu chorei em Black, PLAU!
Eu não sei o que acontece com os caras, mas quando eles me olham, acho que eles me acham simpática, ou devem gostar do simples fato de eu gostar da música deles. De gostar de música e não só dos músicos. Posso te falar com clara certeza de que isso hoje em dia é difícil.
Todo show acaba sendo especial de alguma forma. Porque cantaram uma música que eu goste, ou porque alguém percebe que eu existo e me trata bem, porque no final me dão água, porque me dão palheta, porque me dão baqueta, porque cantam olhando nos meus olhos...
Eu podia, facilmente, escolher como o show que marcou a minha vida, o Ramones Fest, em 2006. Nesse show, eu com uma cara de pau admirável para uma menina de 15 anos, conheci o Marky Ramone. É, eu, uma menina de 15 anos, conhecendo um Ramone, uma lenda viva. Meu sorriso na foto com ele não nega tamanha felicidade de estar do lado de um dos precursores do estilo musical que eu tanto gosto.
Eu poderia também escolher o show do Chris Cornell, que eu cantei com ele, frente a frente, ganhei água, palheta, baqueta, que eu chorei do começo ao fim, porque passou um filme de quando eu era criança e do meu namoro na minha cabeça. Chris Cornell era uma das nossas trilhas favoritas. Ele me chamava de Shadow on the Sun.
Eu podia escolher Faith no More, que foi o primeiro show que eu fui com a minha tia, uma das grandes culpadas por eu gostar do que eu gosto hoje em dia.
Eu podia escolher Ozzy Osbourne, só por ele ser o Ozzy Osbourne e eu levar uma baldada do príncipe das trevas.
Ou o Stone Temple Pilots, que foi a primeira banda que eu fiz tatuagem em homenagem, que eu admiro toda a loucura do Scott Weiland, todo o espírito da banda, o Eric Kretz ♥, e fiquei hipnotizada o show inteiro, chorando e cantando mais alto do que meus pulmões aguentavam e no final meu ídolo me entregou o instrumento do seu trabalho, o Eric me entregou o par das baquetas que ele usou o show inteiro. Só pra mim. Era o suficiente, haha! Ele sabia quem eu era e que alguém ali admirava em especial o seu trabalho. Não sei se dá pra entender. As coisas só são.
Acho que o show que mais me marcou mesmo, foi o do dia 6/11/08 no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. O show era o show do Offspring. A primeira banda de rock que eu ouvi na minha vida. Eles já tinham vindo 4 vezes pra cá, mas eu não pude ir em nenhuma, por causa da minha idade. Fiquei sabendo que o show em São Paulo seria no Planeta Terra. A censura do festival é 18 anos. Eu tinha 17. Não podia arriscar perder esse show.
Um amigo do meu pai, vendo que eu era fanática e não levando muita fé, me prometeu um ano antes, que se quando o Offspring viesse, eu ainda gostasse tanto, ele me daria o ingresso. Ia acontecer outro show. No Rio de Janeiro. Não pestanejei em pedir pro amigo do meu pai, pra cessar a dívida comigo. Comprei minha Pista Vip pro show do Offspring no Rio de Janeiro. O único problema? Era no Rio de Janeiro.
Eu namorava um carioca nessa época, até meus 17 anos. O show era em Novembro, ele terminou comigo em Outubro. Nossa relação tava uma merda. Eu ainda amava ele, não sabia o que acontecia com ele, mas a paixão pela banda era maior. Na cara de pau falei com o pai dele e fiquei na casa do meu ex para ir para o show. Meus amigos de lá sabem o quanto eles são importantes pra mim. Pode parecer bobagem o que eu vou falar agora, mas como eu só conheci meu pai com 7 anos e conheci a banda quando era menor, o Dexter era a figura legal que eu via como o pai que eu queria ter. E cresci assim, seguindo a doutrina Holland.
Era uma época horrível da minha vida, com o término eu desenvolvi depressão aguda, bulimia e anorexia nervosas. Só dormia com ajuda de remédios e virei um robô humano. Ia e voltava do colégio no automático e dormia o dia inteiro.
Eu sabia que esse show seria de alguma forma, uma ajuda pra mim. Eu já tinha emagrecido 15kg e comia muito pouco, as vezes vomitando o que eu comia.
Um amigo descobriu o aeroporto que eles chegariam, num voô de Curitiba. Como não deu pra saber o horário, eles me levaram cedo pro aeroporto. Estavam dispostos a me fazer conhecer a banda que eu tanto amava. Ficamos das 8 até as 16 horas no aeroporto. Eu, dois amigos, a prima do meu ex e a minha EX SOGRA.
Foi quando sai da área de desembarque o Greg, baixista. Ele é super tímido e eu tava muito nervosa, só consegui pedir uma foto. Logo em seguida saiu o Noodles, o amado por todos. Ele me abraçou e fomos até fora do aeroporto pra ele fumar. Ele foi um doce, assinou todos os meus cd's e conversamos um pouco sobre o show do dia anterior.
Meu espírito de filha falou mais alto e eu entrei sozinha no saguão do aeroporto. E ele, meu papai Dexter Holland estava saindo sozinho. Eu tremi, agarrei, consegui dizer pra ele que ele era como um pai pra mim, discutimos o set list e mais um monte de coisa bacana.

(é, eu tava MUITO magra)

Acordei no dia seguinte pra ir pra fila, 10 da manhã. Este horário numa fila no Rio de Janeiro, pra uma paulistana. Meu ex nunca gostou de Offspring e foi junto. A fila não foi uma parte muito interessante desse show.
Fui a primeira a entrar no HSBC Arena. O show começou. Dexter entrou no palco. Dexter me deu tchau. DEXTER LEMBROU DE MIM! Noodles entra no palco, Noodles olha pra mim, NOODLES DIZ QUE LEMBRA DE MIM! Não consegui fazer mais muita coisa no show inteiro, a não ser chorar, gritar, pular e ficar com sede, que foi saciada pela cerveja entregue pelo Noodles.

O show inteiro eles conversavam comigo, olhavam pra mim pra ver minhas reações, enquanto eu chorava em Gone Away (infelizmente eu perdi essa foto) eu chorava feito criança que tinha se perdido dos pais e no final da música o Dexter abaixou pra me dar a palheta.
Eu saí daquele show abraçando todo mundo que aparecia na minha frente, com uma sensação de felicidade que eu não sentia daquele jeito há muito tempo.
Foi mais que um simples show, foi a realização de um sonho de mais ou menos 14 anos sendo adiado. Eu me senti muito mais que uma fã da banda. Me senti alguém da #famíliaOffpring.
Ele nunca sai da minha cabeça e meu sorriso abre cada vez que eu vejo as fotos do show, a pulseira e o ingresso. Foi o dia mais feliz da minha vida.
Nem preciso falar que depois disso, fiquei só mais 2 meses na terapia e não precisei mais tomar meus remédios, né?
Tem como não amar um show e uma banda que te fazem sentir assim? E te marcam a vida dessa forma?


Sheila
Sim, eu mesma
Assim como a Rebecca, foi muito difícil eleger um show especial, que marcou a minha vida. Fui em inúmeros que nem criei expectativa, mas me surpreenderam imensamente. Mas quem me conhece melhor sabe o quanto eu sou fanática por duas coisas nessa vida: Elvis Presley e Kings of Leon.
Como o primeiro terei que me contentar com uma visita futura à Graceland, o segundo já conseguiu me realizar horrores. E foi no ano passado, no SWU.
A soma do festival foi em si surpreendente. Joss Stone e Dave Mathews Band foram imensuráveis também. Cheguei enquanto o Teatro Mágico (da querida Dani) estava no palco, e não me contive: tive que enviar um torpedinho à ela.
Fui com o namoradão, minha amiga de infância (a Vivian, que eu tanto cito por aqui) e meu amigo Thiago, o qual se separou da gente porque eu queria estar próximo ao palco Água, pra ver o Kings of Leon, e ele ao palco Ar, pra ver o Dave Mathews... Enfim. Fui chegando tímida e quando me dei conta, estávamos na grade (com uma pista VIP se amarrotando à frente, mas tudo bem).
Se eu disser que me emocionei no show do KOL, estarei mentindo. Me emocionei mesmo com o Dave Mathews. No Kings foi adrenalina pura, mesmo. Infelizmente, enquanto eu cantava todas as músicas, inclusive as novas, as pessoas ao nosso lado só conheciam Sex on Fire e Use Somebody. Alguns se arriscaram em Molly's Chambers. Mas eu nunca vi um show tão perfeito na minha vida. Não por presença de palco, mas sim por toda sincronia da família Followill com sua equipe e palco. Tudo milimetricamente perfeito (também pudera, os equipamentos chegaram de navio!).
No final, eu só queria mais. Mais um set list inteiro, mais 3 horas de festival só pra eles... Voltei pra casa triste como criança que acabou com o doce sem saciar toda a vontade. Triste por não ter tido companhia pra ter ido no TIM Festival prestigiá-los em 2005... e torcendo para que a volta prometida durante o show se concretizasse o quanto antes.
E pra vocês, qual foi o melhor show da sua vida?
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Um comentário:

  1. O show que marcou minha vida, foi um pequeno!
    Era um festival de bandas.
    A banda do meu amigo estava participando. E foi nesse dia, graças a esse show que conheci meu namorado =). E o namorado da Sheila..hahah

    Podem ter mil shows, mas esse é especial por ter conhecido o homem da minha vida!

    O próximo que está para chegar, acho que sera o Cirque du Soleil (meu sonho), consegui, porém só no final de setembro.. Haja coração!

    ps.: a banda do meu amigo não ganhou!

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