Bruna B. em: "No caminho você me explica?"


Passei muito tempo sentindo medo, de conhecer além do superficial, de tentar entender, aceitar e caminhar de mãos dadas com alguém por um caminho incerto, daqueles no qual não se pode confiar tanto em planos, mas ao mesmo tempo não tem como fugir deles, quer dizer, você tem que saber o caminho que segue, mas não dá pra ter certeza de que quando chegar ao destino quem vai estar ao seu lado sera quem te apontou a direção.
Só que o medo não me permite me envolver quase que nada, pra que eu não me desaponte com a vida cheia de surpresas. E quando você parece ter se acostumado com o mundo fácil, que não se envolver se tornou normal, aparece alguém especial, que nem sabe se vai ficar ou não. Mas de repente tem vontade de sair correndo, de rodar até ficar tonta, mas ao mesmo tempo que quer se sentir menina, você sabe que cresceu e ao invés de cair no chão e apenas rir, pensando em como tudo isso é lindo... você se pega desejando ter um mapa, qual caminho pegar e não quer fazer besteira.
É quando percebemos que é possível voltar a ser menina de quinze anos apaixonada, mas ao mesmo tempo a gente não quer que tudo seja uma besteirinha de colegial; sentimos o chão, e ao mesmo tempo percebemos que é possível caminhar junto, descobrindo um mundo novo, descobrindo o outro... crescendo e sentindo-se mais jovem do que nunca.
Após muito tempo eu me senti assim. O medo sempre vai embora quando eu olho nos olhos dessa surpresa que a vida me deu, só que embora eu sinta tudo isso, eu não posso ter certeza de nada, - mesmo querendo - eu tenho que me permitir agir de acordo com o que sinto e torcer pra que eu possa estar certa, pra que aquele riso, aquele abraço realmente possa significar o que parece.
No passado muita gente rabiscava nos cadernos antigos: "vem comigo, no caminho eu te explico", mas hoje, tudo que tenho pra dizer é, eu estou me arriscando nesse caminho, me jogando com cuidado porque hoje eu sei que promessas podem ser só promessas, mas seguindo em frente mesmo sem entender porque eu também aprendi que cada caso é um caso, e me privar do que a vida oferece por conta de uma história que deu errado no passado não vai mudar nada, pelo contrário, pra mudar, me dar uma chance de viver algo que possa valer a pena eu tenho que me permitir.
E eu agradeço a vida por não parar com as surpresas, e sei que um dia aparece alguém que não só me chame, mas me explique tudo no caminho.
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