Bruna B. em: "Entre choros e risos".

08:00:00

Perdi a conta de quantas vezes já estive aqui, sentada na cama observando e conversando com meu reflexo no espelho. As mesmas dúvidas, - perguntas ainda sem resposta - reflexões que fazem sentido no momento só que logo depois já não entendo mais e o choro interrompido por risadas nervosas que parecem dizer: 'você esta ficando louca'.
No final de tudo eu sempre me lembro dos meus quatorze, quinze anos; época em que era fácil ter a certeza do que eu sentia e não havia medo, vergonha ou questionamento que me impedia de ser uma apaixonada. Ok, tá certo que eu tenho lembranças que me matam de vergonha, coisas que já fiz por paquerinhas, como gravar aquele CD com as músicas favoritas dele, ou tremer e gaguejar na primeira conversa, com o até então amor da sua vida.
Hoje não sinto esta vergonha de meus sentimentos, pelo contrário, eu dou risada das lembranças, mas sabe que eu não sei como essa realidade possa ter sido pior que a de hoje em dia?! Ao menos havia sinceridade e esperança de um dia encontrar alguém, não pra dizer que tem um namorado, nem pra ficar tendo DR no meio do dia, mas esperando e desejando ter alguém que também sinta o coração bater mais forte por você e pronto pra te encontrar no fim do dia com um sorriso, ou pra ligar desejando um bom dia.
Agora eu não sinto mais isso, nem de mim e nem de muitos outros. Parece que poucos relacionamentos são sinceros, sem contar que dizer o que sente é considerado um tiro no próprio pé, ao invés de te aproximar você de alguém, te machuca e afasta.
É isso que me faz voltar aqui todas as vezes, me sentir como quando tinha quatorze/quinze anos, mas sem a parte de não ligar pro que vai acontecer amanhã, pro que vão pensar, no que vai dar...
Ao invés disso, me pego dando 'adeus' a pessoas que gosto de verdade por não saber como me virar com o que sinto, e dando 'oi' pra um monte de gente que só de olhar eu sei que não vale a pena e que eu não vou me importar se um dia for embora.
O que aconteceu? Talvez o medo de ficar sem ninguém, a preguiça de me entregar sem saber se o outro vai ficar, a terrível insegurança de não saber o que o outro sente (se é que sente), ou talvez só seja difícil reconhecer que depois dos vinte e poucos anos você se pega de novo agindo e sentindo como uma adolescente.
E o riso nervoso, que diz que estou louca deve ser da menina que um dia fui, indignada e sentindo vergonha por eu estar no mesmo lugar de novo, desistindo do amor mais uma vez.

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